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Política

Em perseguição contumaz, PGR pede prisão de sobrinho de Bolsonaro que está na Argentina

Léo Índio virou réu por envolvimento na manifestação de 8/01 em Brasília 

Conjuntura Online
02/04/25 às 06h28
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Vista do prédio da PGR em Brasília (Foto: Agência Brasil)

Em uma perseguição contumaz de políticos e apoiadores da direita, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu na terça-feira (1°) ao STF (Supremo Tribunal Federal) a prisão de Leonardo Rodrigues de Jesus, sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O pedido, segundo reportagem da Agência Brasil, será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Léo Índio, como é conhecido, foi para a Argentina após virar réu no Supremo pelo envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O julgamento foi realizado no mês passado pela Primeira Turma da Corte.

Na manifestação enviada ao STF, Gonet afirmou que o sobrinho de Bolsonaro violou as medidas cautelares que deveria cumprir ao responder ao processo em liberdade.

“Ao se evadir para a Argentina, Leonardo Rodrigues de Jesus deliberadamente descumpriu medida cautelar alternativa à prisão, a evidenciar sua insuficiência, o descaso com a aplicação da lei penal e desrespeito às decisões emanadas pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou o procurador.

Na semana passada, Léo Índio deu uma entrevista para a Rádio Massa FM, de Cascavel (PR), e confirmou que está no país vizinho há 20 dias porque tem medo de ser preso.

Conforme a acusação, ele participou dos atos de 8 de janeiro e fez publicações nas redes sociais durante as invasões, nas quais foram vistos petistas infiltrados e que foram acusados de depredarem os prédios dos Três Poderes. Apesar disso, nenhum deles foi preso. 

Com a decisão que o tornou réu, o sobrinho de Bolsonaro vai responder pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado da União.

Durante o julgamento da denúncia, a defesa negou que Léo Índio tenha cometido crimes e defendeu a rejeição da denúncia. Na semana passada, os advogados confirmaram a fuga. 

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