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Política

Rede reage com "indignação e perplexidade" à permanência de Marina Silva

Ex-ministra do Meio Ambiente anunciou decisão de disputar o Senado pela sigla no sábado

Conjuntura Online
08/04/26 às 21h06
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Ministra Marina Silva/Adriano Machado/Reuters)

A Direção Nacional do partido Rede Sustentabilidade afirmou, em nota divulgada na terça-feira (7) nas redes sociais, ter recebido com "indignação e perplexidade" a decisão de Marina Silva permanecer na sigla para disputar uma vaga ao Senado, por São Paulo.

No comunicado, o partido afirma que a “indignação” é motivada pela recusa da ex-ministra do Meio Ambiente em dialogar com a direção partidária e a "perplexidade" por sua filiação ou desligamento nunca terem sido questionados pela Rede.

"As especulações sobre sua saída sempre partiram dela ou de seu grupo, jamais da direção legitimamente eleita", diz a nota. Marina teria avaliado sair da Rede devido a disputas internas e convites de outras siglas, como PT, PSOL e PSB, que se intensificaram após seu grupo ser derrotado nas eleições internas do partido, que elegeram Paulo Lamac, defendido pela ex-aliada Heloísa Helena, para o diretório nacional.

No último dia 4, Marina anunciou publicamente que continuaria na Rede Sustentabilidade, partido que ajudou a fundar em 2015. A decisão foi tomada depois que ela deixou o cargo como ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com a intenção de disputar uma vaga no Senado por São Paulo.

Na nota, o partido afirmou que diversas decisões tomadas por Marina deixaram a sigla "desconfortável" e causaram "momentos de forte tensão interna". Alguns dos posicionamentos da ex-ministras foram questionados por seus próprios apoiadores, como o endosso a Aécio Neves nas eleições presidenciais de 2014, o apoio ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e a concordância com a intervenção federal no Rio de Janeiro, em 2018.

Segundo o partido, as decisões de Marina custaram a perda de quadros importantes. A sigla afirmou também que "não atender pretensões pessoais de uma liderança não é autoritarismo”.

"Democracia exige respeito às decisões coletivas, e não o direito de uma minoria de paralisar o partido, judicializar impasses políticos ou tentar bloquear suas contas", afirmou o partido. (CNN)

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