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Política

Lula e Flávio intensificam disputa por eleitores em grupos de WhatsApp 

Campanhas presidenciais ampliam circulação de vídeos, mensagens e materiais digitais para alcançar eleitores antes do segundo turno de domingo

Conjuntura Online
22/10/26 às 07h01
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Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno das eleições. (Foto: Reprodução)

A três dias do segundo turno das eleições presidenciais, a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassa os atos de campanha e ganha espaço nas conversas privadas dos brasileiros.

O WhatsApp tornou-se um dos canais utilizados pelas duas candidaturas para divulgar propostas, mobilizar apoiadores e ampliar o alcance de conteúdos eleitorais.

A estratégia busca aproveitar a rapidez com que mensagens circulam entre familiares, amigos e grupos de diferentes interesses.

Ao contrário das publicações em redes sociais abertas, o conteúdo compartilhado pelo aplicativo pode chegar diretamente aos eleitores por meio de pessoas conhecidas, aumentando as possibilidades de circulação das informações.

Com a votação marcada para domingo (25), as campanhas procuram reforçar a comunicação digital, especialmente entre eleitores que ainda não definiram o voto e aqueles que precisam ser mobilizados para comparecer às urnas.

A utilização do aplicativo também permite que materiais produzidos pelas equipes de comunicação sejam redistribuídos por militantes, lideranças políticas e apoiadores em diferentes regiões do país.

Canais de milhões de seguidores entram na disputa

Uma das principais ferramentas utilizadas pelos apoiadores de Lula é o canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A iniciativa reúne milhões de seguidores e distribui conteúdos favoráveis à reeleição do presidente.

Do lado de Flávio Bolsonaro, a mobilização ganhou força com a criação da Tropa do Flávio, canal voltado à divulgação de mensagens, vídeos e materiais de campanha do candidato do PL.

A atuação desses canais também chegou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A campanha de Flávio questionou o funcionamento do grupo ligado a Janones, enquanto aliados de Lula contestaram decisões judiciais que restringiram temporariamente a ferramenta.

A sequência de disputas levou representantes das duas candidaturas a reuniões com a Justiça Eleitoral para discutir regras de funcionamento e possíveis irregularidades na divulgação de propaganda política. (R7)

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