O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceu nesta quarta-feira (7) falhas na condução de sua campanha à reeleição e afirmou a aliados que o desempenho no primeiro turno ficou abaixo do que esperava.
Durante encontro com parlamentares aliados eleitos para a Câmara e o Senado, em Brasília, Lula fez uma avaliação crítica da estratégia adotada até agora.
Segundo o presidente, esta é a campanha menos organizada da qual participou desde sua primeira disputa pelo Palácio do Planalto, em 1989.
A declaração ocorre três dias depois do primeiro turno, no qual Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Lula. O resultado levou o comando petista a discutir mudanças na estratégia para a etapa decisiva da eleição. Problemas na comunicação e falta de coordenação entre diferentes núcleos da campanha estão entre os pontos avaliados internamente.
Lula também disse ter esperado um desempenho melhor nas urnas diante das ações realizadas durante seu governo. Para o presidente, a campanha não conseguiu transformar as entregas da gestão no resultado eleitoral que projetava.
Além da autocrítica, o petista cobrou maior unidade entre as forças políticas de esquerda. Lula afirmou que divergências entre partidos do campo progressista muitas vezes estão mais relacionadas à manutenção de espaços políticos do que a diferenças programáticas.
A campanha já iniciou uma reformulação para o segundo turno. Entre as mudanças discutidas estão a ampliação do núcleo de coordenação, maior participação dos partidos aliados e alterações na comunicação para alcançar segmentos do eleitorado nos quais o desempenho do presidente foi considerado insuficiente.
A disputa presidencial será decidida no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
