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Política

Luiz Fux vota por eleição indireta para o governo do Rio; placar está 1 a 1

Ministro Cristiano Zanin, relator do caso, votou pela eleição direta

Conjuntura Online
09/04/26 às 07h05
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O ministro Luiz Fux, do STF. (Foto: Reprodução)

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), votou na quarta-feira (8) contra a realização de eleições diretas para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro.  

No entendimento do ministro, a eleição deve ocorrer por voto indireto, ou seja, pela deliberação dos deputados da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

O ministro entendeu que a condenação do ex-governador Cláudio Castro pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) obriga a realização de eleição indireta para o comando interino do estado. 

Além disso, Fux citou que as eleições gerais para o governo estadual estão previstas para outubro deste ano. 

"Seria inconcebível que, no espaço de seis meses, a população fluminense fosse convocada para duas eleições, com enorme custo financeiro para Justiça Eleitoral, em torno de R$ 100 milhões, além da notória dificuldade operacional", afirmou.

Com o voto de Fux, o placar do julgamento está empatado em 1 a 1.  A sessão será retomada nesta quinta-feira (9).

Mais cedo, o ministro Cristiano Zanin, relator do caso, votou pela realização de eleições diretas. 

No entendimento do ministro, a renúncia de Cláudio Castro, realizada no dia anterior ao julgamento do TSE, foi uma "tentativa de burla" para evitar a convocação de eleições populares no Rio. 

O Supremo julga uma ação na qual o diretório estadual do PSD defende a realização de eleições populares para o comando interino do estado. (Agência Brasil)

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