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Política

CPMI quer ouvir Galípolo e Campos Neto sobre caso Master

A comissão de inquérito também tem previsto nesta quinta (19) o depoimento do CEO do Banco C6, Arthur Azevedo

Conjuntura Online
19/03/26 às 13h41
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Congressistas durante reunião da CPMI do INSS (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

O presidente Lula confirmou nesta quinta-feira (19) que o secretário da Fazenda Dario Durigan irá assumir o comando da Pasta após a saída de Fernando Haddad.

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS aprovou nesta quinta-feira (19) convites para ouvir o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-chefe da autoridade monetária Roberto Campos Neto.

A intenção é ouvir esclarecimentos sobre a fiscalização do mercado financeiro e a atuação sobre o caso do Banco Master.

Indicado por Jair Bolsonaro (PL), Campos Neto comandou a instituição de 2019 até o fim de 2024. Ele foi substituído no cargo por Galípolo, indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a partir de janeiro de 2025.

Para o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), ambos têm "responsabilidades e explicações a dar" em relação ao caso do Master.

Em novembro do ano passado, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master, motivada por irregularidades identificadas e "grave crise de liquidez".

Apesar da aprovação dos requerimentos, por se tratar de convites, não há obrigação de comparecimento.

Caso Master

Neste mês, a terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), mostrou que dois servidores do BC prestavam uma “consultoria informal” a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O ex-diretor de fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-servidor Belline Santana já estavam afastados administrativamente dos cargos desde o fim do ano passado. Após a operação, o STF (Supremo Tribunal Federal) reforçou a necessidade de afastamento da função.

Em outra frente, a CPMI também aprovou pedido de compartilhamento à CPI do Crime Organizado do Senado sobre a quebra de sigilo de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Ele também foi alvo da operação da PF e está preso, assim como Vorcaro.

Com prazo apertado, a comissão de inquérito tem prazo de funcionamento até a próxima semana e ainda aguarda uma possível prorrogação.

Depoimento

A comissão também tem previsto o depoimento do CEO do Banco C6, Arthur Azevedo. Na semana passada, a oitiva já estava prevista e foi desmarcada após Azevedo alegar outros compromissos previstos.

O objetivo do depoimento é ouvir esclarecimentos sobre a concessão de empréstimos consignados pelo banco. A investigação de possíveis irregularidades no crédito consignado é uma das linhas de investigação da CPMI, que mira as instituições financeiras com maior número de reclamações dos clientes. (Com CNN - Brasília)

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