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Política

Flávio acusa Lula de gastar R$ 405 bilhões para se reeleger 

Senador critica endividamento das famílias e custo de vida, enquanto presidente defende programas de renegociação de dívidas e anuncia novas medidas

Conjuntura Online
23/10/26 às 23h03
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Flávio Bolsonaro e Lula durante debate da Globo. (Foto: Reprodução)

O endividamento dos brasileiros e os gastos públicos provocaram um confronto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o último debate presidencial antes do segundo turno, realizado nesta sexta-feira (23), pela TV Globo.

O candidato do PL acusou o governo de ampliar despesas para garantir a reeleição, enquanto Lula defendeu as medidas adotadas para reduzir as dívidas da população.

Flávio questionou o presidente sobre o aumento do custo de vida e retomou a promessa feita por Lula na campanha de 2022 de ampliar o acesso dos brasileiros a alimentos como a picanha. O senador afirmou que muitas famílias enfrentam dificuldades para comprar produtos básicos.

Durante a discussão, Flávio declarou que os brasileiros passaram a parcelar até mesmo as compras de supermercado, em referência à perda do poder de compra. Segundo ele, mais de 80 milhões de pessoas estão com contas em atraso.

O candidato também criticou os juros elevados e acusou Lula de utilizar recursos públicos com objetivos eleitorais. Flávio afirmou que o presidente teria gasto mais de R$ 405 bilhões para tentar garantir um novo mandato, mas não apresentou detalhes sobre a composição desse valor.

Em resposta, Lula reconheceu o endividamento das famílias como um problema grave e destacou os programas de renegociação de dívidas implementados durante sua gestão.

Segundo o presidente, as duas primeiras iniciativas atenderam aproximadamente 31 milhões de brasileiros, sendo 15 milhões na primeira etapa e quase 16 milhões na segunda.

Lula também anunciou a preparação de uma nova rodada de renegociação, que poderá envolver mais de R$ 150 bilhões em dívidas. A proposta prevê a realização de um leilão para facilitar acordos entre credores e consumidores.

Outro ponto abordado foi a situação dos MEIs (microempreendedores individuais). O presidente mencionou medidas de apoio à categoria, incluindo o perdão de aproximadamente R$ 15 bilhões em dívidas, que, segundo ele, alcançariam cerca de 4 milhões de pessoas.

Flávio, por sua vez, apresentou uma proposta para ampliar o acesso ao crédito por meio da Caixa Econômica Federal. A intenção, segundo o senador, é direcionar financiamentos com juros reduzidos a pequenos empreendedores, especialmente moradores de comunidades e periferias.

O candidato defendeu a formalização de negócios e afirmou que o banco público poderia desempenhar um papel mais amplo no financiamento de atividades econômicas de pequeno porte.

O confronto sobre economia ocorreu na reta final da campanha presidencial. Lula e Flávio disputam o segundo turno neste domingo (25), quando os eleitores brasileiros voltarão às urnas para escolher o próximo presidente da República. (CNN)

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