O senador Flávio Bolsonaro (PL) é considerado mais preparado para controlar as contas públicas por 44,9% dos eleitores, enquanto 39,3% atribuem essa capacidade ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os números são da pesquisa Indexa/Broadcast, divulgada nesta sexta-feira (23), a dois dias do segundo turno das eleições presidenciais.
A diferença entre os candidatos é de 5,6 pontos percentuais. Outros 12,1% dos entrevistados acreditam que nenhum dos dois promoveria mudanças na gestão das finanças públicas.
O levantamento também revela que a política de gastos do governo tem influência significativa na escolha do próximo presidente.
Para 58,9% dos eleitores, as propostas nessa área pesam muito na decisão de voto. Outros 15,3% consideram que influenciam um pouco, enquanto 19,9% afirmam que não interferem na escolha.
Apesar da preocupação com o equilíbrio fiscal, a redução de investimentos em programas sociais encontra resistência entre os entrevistados. Segundo a pesquisa, 41,9% teriam menos disposição para votar em um candidato que defendesse cortes nesses benefícios. Para 45,3%, a proposta não alteraria o voto, enquanto 9% demonstrariam maior disposição para apoiar essa medida.
Nesse cenário, Flávio Bolsonaro é apontado por 54,7% dos participantes como o candidato com maior possibilidade de reduzir recursos destinados a programas como o Bolsa Família. Lula é citado por 12,8%. Outros 24,3% não associam essa possibilidade a nenhum dos dois, enquanto 5,3% consideram que ambos poderiam adotar a medida.
Eleitores preferem maior tributação sobre os mais ricos
Quando questionados sobre alternativas para melhorar as contas públicas, 36,3% dos entrevistados defendem o aumento de impostos sobre pessoas de renda mais elevada.
A redução de pagamentos extras a servidores públicos aparece como segunda opção, com 21,1%, seguida pela diminuição de benefícios tributários concedidos a empresas, mencionada por 14,1%.
Já a redução dos valores destinados a programas sociais é considerada a melhor alternativa por apenas 5,2% dos participantes. Outros 0,6% escolheram medidas diferentes.
A pesquisa Indexa/Broadcast entrevistou 2 mil eleitores nos dias 20 e 21 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-02348/2026. Os resultados refletem a percepção dos entrevistados sobre os candidatos, não uma avaliação técnica da capacidade de cada um para administrar as contas públicas.
