A situação das ruas de Campo Grande, marcada por buracos, reclamações de motoristas e cobranças pela recuperação do asfalto, colocou a gestão da prefeita Adriane Lopes (PP) sob investigação na Câmara Municipal.
Nesta sexta-feira (6), o Legislativo oficializou a abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Tapa-Buraco, que vai apurar possíveis irregularidades nos contratos e na execução dos serviços.
A investigação, segundo reportagem do G1, ocorre em meio ao desgaste da administração municipal diante das críticas à operação tapa-buraco, considerada insuficiente por moradores que convivem com problemas de pavimentação em diferentes regiões da Capital.
Apesar das cobranças, os reparos não têm acompanhado a demanda por manutenção das vias, situação que provoca questionamentos sobre os investimentos, a qualidade do material utilizado e a fiscalização dos serviços contratados pela prefeitura.
A CPI também enfrentou dificuldades para sair do papel. Mesmo com o apoio dos 29 vereadores, disputas partidárias pelas cinco vagas atrasaram a definição dos integrantes e o início das investigações.
A comissão será formada pelos vereadores Luiza Ribeiro (PT), Dr. Lívio Leite (União Brasil), Dr. Victor Rocha (PSDB), Leinha (Avante) e Beto Avelar (PP), líder da prefeita na Câmara. A primeira reunião está prevista para segunda-feira (9).
Contratos e gastos sob investigação
Entre os principais pontos que serão examinados estão os valores destinados à recuperação das ruas, a redução dos investimentos em manutenção asfáltica, possíveis falhas na execução dos contratos e a demora da prefeitura em responder aos pedidos de informações apresentados pelos vereadores.
Os parlamentares também deverão investigar se os serviços contratados foram efetivamente realizados e se os recursos públicos tiveram a aplicação prevista.
A comissão terá prazo inicial de 120 dias para desenvolver os trabalhos, analisar documentos, convocar responsáveis e esclarecer possíveis irregularidades.
Adriane diz que prestará esclarecimentos
Questionada sobre a abertura da CPI, Adriane Lopes afirmou nesta sexta-feira que respeita o papel fiscalizador da Câmara e que a administração municipal está disponível para fornecer as informações solicitadas.
A prefeita também declarou que prestará os esclarecimentos necessários caso representantes do Executivo sejam convocados.
A instalação da CPI amplia a pressão política sobre a administração municipal em um momento de constantes reclamações sobre as condições do asfalto. Além de investigar eventuais irregularidades, os vereadores terão o desafio de esclarecer por que os serviços de manutenção não têm conseguido atender às necessidades das ruas de Campo Grande.
