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Política

Caos nas ruas pressiona Adriane e Câmara cria CPI do Tapa-Buraco

Alvo de críticas pelas ruas esburacadas e pela lentidão dos reparos, prefeita terá contratos e serviços de recuperação do asfalto investigados por vereadores.

Conjuntura Online
06/11/26 às 13h59
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A prefeita Adriane Lopes. (Foto: Reprodução)

A situação das ruas de Campo Grande, marcada por buracos, reclamações de motoristas e cobranças pela recuperação do asfalto, colocou a gestão da prefeita Adriane Lopes (PP) sob investigação na Câmara Municipal.

Nesta sexta-feira (6), o Legislativo oficializou a abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Tapa-Buraco, que vai apurar possíveis irregularidades nos contratos e na execução dos serviços.

A investigação, segundo reportagem do G1, ocorre em meio ao desgaste da administração municipal diante das críticas à operação tapa-buraco, considerada insuficiente por moradores que convivem com problemas de pavimentação em diferentes regiões da Capital.

Apesar das cobranças, os reparos não têm acompanhado a demanda por manutenção das vias, situação que provoca questionamentos sobre os investimentos, a qualidade do material utilizado e a fiscalização dos serviços contratados pela prefeitura.

A CPI também enfrentou dificuldades para sair do papel. Mesmo com o apoio dos 29 vereadores, disputas partidárias pelas cinco vagas atrasaram a definição dos integrantes e o início das investigações.

A comissão será formada pelos vereadores Luiza Ribeiro (PT), Dr. Lívio Leite (União Brasil), Dr. Victor Rocha (PSDB), Leinha (Avante) e Beto Avelar (PP), líder da prefeita na Câmara. A primeira reunião está prevista para segunda-feira (9).

Contratos e gastos sob investigação

Entre os principais pontos que serão examinados estão os valores destinados à recuperação das ruas, a redução dos investimentos em manutenção asfáltica, possíveis falhas na execução dos contratos e a demora da prefeitura em responder aos pedidos de informações apresentados pelos vereadores.

Os parlamentares também deverão investigar se os serviços contratados foram efetivamente realizados e se os recursos públicos tiveram a aplicação prevista.

A comissão terá prazo inicial de 120 dias para desenvolver os trabalhos, analisar documentos, convocar responsáveis e esclarecer possíveis irregularidades.

Adriane diz que prestará esclarecimentos

Questionada sobre a abertura da CPI, Adriane Lopes afirmou nesta sexta-feira que respeita o papel fiscalizador da Câmara e que a administração municipal está disponível para fornecer as informações solicitadas.

A prefeita também declarou que prestará os esclarecimentos necessários caso representantes do Executivo sejam convocados.

A instalação da CPI amplia a pressão política sobre a administração municipal em um momento de constantes reclamações sobre as condições do asfalto. Além de investigar eventuais irregularidades, os vereadores terão o desafio de esclarecer por que os serviços de manutenção não têm conseguido atender às necessidades das ruas de Campo Grande.

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