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Política

Base do governo propõe corte de 2 horas já para este ano da escala 6x1

A transição para escala 5x2 representa maior impasse da proposta final

Conjuntura Online
23/05/26 às 10h22
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Em todas as regiões pesquisadas, a aprovação do fim da escala tem apresentado queda, na comparação com os últimos levantamentos (Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)

A apresentação do relatório final da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6x1, de relatoria do deputado Léo Prates (Republicanos-BA), está prevista para ocorrer na próxima segunda-feira (25).

Em um impasse sobre o tempo de transição para implementar o novo modelo trabalhista, a base governista defende agora que comece ainda em 2026 uma redução de duas horas semanais da jornada de trabalho atual.

O tempo de transição representa o maior impasse para a conclusão do relatório. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer negociar que a redução total, de 44 para 40 horas semanais trabalhadas, comece já este ano por entender que já cedeu ao flexibilizar a proposta inicial de 36 horas semanais para as atuais 40.

Nesta sexta-feira, entretanto, outras possibilidades de transição foram levantadas em uma reunião entre Prates, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e deputados da base governista.

O consenso entre eles é de que a redução pode acontecer de forma gradual, começando com uma hora semanal ainda neste ano e, depois, uma hora a cada 12 meses.

Nesse cálculo, o tempo total de transição para a nova jornada de trabalho seria de três anos.

Já a proposta da base governista é de que a transição comece com a redução de duas horas semanais para este ano, e uma hora a cada 12 meses. Nesse caso, seriam dois anos de transição.

Ainda não há um consenso sobre a questão. Ainda no início desta semana, Prates adiou a apresentação do relatório para a próxima segunda-feira, alegando exatamente que o texto ainda precisa de ajustes quanto ao tempo de transição.

Reunião com Lula

Conforme adiantou a analista da CNN Isabel Mega, Lula deve se reunir antes da votação da PEC com Hugo e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para discutir a transição do fim da escala 6x1.

"Nós defendemos que a redução seja de uma vez. De 44 para 40 e fim de papo, sem reduzir salário. Obviamente que nós não temos força para aprovar tudo o que a gente quer. Nós não temos força. Então, tem que negociar", disse Lula ao programa Sem Censura, da TV Brasil, nesta sexta-feira (22).

E completou: "Só para você saber, eu, segunda-feira, tenho uma reunião com o presidente da Câmara, com o Ministro do Trabalho, pra gente discutir como é que a gente pode... Não dá para aceitar ficar quatro anos para fazer meia hora por ano, uma hora por ano. Ou seja, aí é brincar de fazer redução".

A indefinição sobre a regra de transição provocou o adiamento do plano de divulgar o parecer na comissão especial nesta semana.

Ainda não há martelo batido também sobre o início de vigência da lei. O desenho atual é de que a legislação passe a vigorar a partir de 90 dias. O relator inicialmente queria 120 dias, sendo que o governo ainda tenta 60 dias. (Com Abr)

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