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Política

Tereza Cristina alerta para insegurança na mineração indígena sem marco legal

Tema será discutido em audiência pública no Senado, nesta terça, com representantes do governo, setor mineral e lideranças indígenas.

Conjuntura Online
10/03/26 às 08h05
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Tereza Cristina, que propôs a audiência, preside grupo de trabalho. (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que a ausência de um marco legal claro para a mineração em terras indígenas tem provocado insegurança jurídica, conflitos locais e a expansão de atividades ilegais no país.

“A ausência de um marco legal claro e equilibrado tem gerado insegurança jurídica, conflitos locais, expansão de atividades ilegais e perda de oportunidades para o país”, declarou, conforme publicação da Agência Senado.

O tema será debatido em audiência pública nesta terça-feira (10), às 14h30, no Senado Federal.

O encontro é organizado pelo grupo de trabalho sobre mineração em terras indígenas, criado em caráter temporário pela Casa e presidido pela própria parlamentar sul-mato-grossense, autora do requerimento que propôs a realização do debate.

Segundo a senadora, a regulamentação da atividade em terras indígenas está entre os temas mais sensíveis e estratégicos atualmente em discussão no Congresso Nacional, por envolver simultaneamente direitos constitucionais, proteção ambiental, desenvolvimento econômico e soberania sobre recursos minerais.

No requerimento que propõe a audiência (REQ 1/2026 – GTMTI), Tereza Cristina também ressalta que cabe ao Estado garantir que qualquer iniciativa nesse campo respeite os povos indígenas e a legislação ambiental.

“Ao mesmo tempo, é dever do Estado assegurar que qualquer iniciativa nesse campo seja pautada pelo respeito aos povos indígenas, pela preservação ambiental e pela observância rigorosa da Constituição”, afirmou.

O artigo 231 da Constituição Federal permite a pesquisa e a lavra de recursos minerais em terras indígenas, mas condiciona essas atividades à autorização do Congresso Nacional, após consulta às comunidades afetadas e com garantia de participação nos resultados da exploração.

Participações

A audiência pública interativa terá participação já confirmada do líder geral do povo Cinta Larga, Gilmar Cinta Larga.

O grupo de trabalho ainda aguarda a confirmação da ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu e de representantes de instituições como a AGU (Advocacia-Geral da União), Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), ANM (Agência Nacional de Mineração), Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), além dos ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

A reunião está prevista para ocorrer na sala 19 da Ala Alexandre Costa, no Senado Federal. 

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