O plenário físico do STF (Supremo Tribunal Federal) julga nesta quinta-feira (26) se mantém ou derruba a decisão do ministro André Mendonça sobre a prorrogação da CPMI do INSS por até 120 dias.
O envio do caso ao plenário físico pelo presidente do STF, Edson Fachin, aumentou a pressão sobre a corte.
Os ministros terão de se posicionar publicamente se podem assegurar a prorrogação da CPMI do INSS sem ultrapassar os limites de atuação do Judiciário sobre o Legislativo. Ao mesmo tempo, vão responder à sociedade se apoiam ou não as investigações sobre o caso.
A ordem de Mendonça para o Congresso Nacional estender o prazo de duração na CPMI foi tomada na última segunda-feira (23).
Ele deu 48 horas para o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), ler o requerimento de prorrogação, sob pena de prolongamento automático para evitar o encerramento da comissão.
Alcolumbre ainda não cumpriu a decisão. Nessa quarta-feira (25), integrantes da CPMI pediram a Mendonça para explicar a partir de qual momento o prazo de 48 horas passou a contar.
Apesar de a decisão do ministro ter agradado os membros do colegiado, o STF tem sido criticado por parlamentares, que acusam o tribunal de interferir indevidamente nos trabalhos da CPMI ao dispensar a presença de pessoas convocadas para prestar depoimento perante a comissão.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), questionou nesta semana a seletividade e a rapidez das ações do STF, criticando o fato de a corte não ter julgado com a mesma agilidade os pedidos de habeas corpus que permitiriam à CPMI convocar investigados importantes.
“[No julgamento desta quinta] nós vamos saber com clareza se nós temos uma Suprema Corte que quer ajudar a investigação ou se, infelizmente, nós vamos continuar tendo interferências no parlamento”, disse o senador em entrevista à imprensa.
“Toda decisão do Supremo nós temos que respeitar. Mas eu espero, com toda a sinceridade, que prevaleça o que diz a Constituição: que a minoria tem direito de investigar, e nós cumprimos todas as regras — as assinaturas, o prazo. E a secretaria do Senado nem ao menos quis receber o requerimento, o que é um absurdo. Isso é um desrespeito”, acrescentou Viana. (Com informações do R7)
