O ex-presidente do Parlamento da Ucrânia, Andriy Parubiy, de 54 anos, foi assassinado a tiros em plena luz do dia, neste sábado, na cidade de Lviv, no oeste do país.
O crime provocou uma grande operação policial para localizar o autor dos disparos, que fugiu em uma bicicleta elétrica.
Segundo o jornal britânico The Sun, testemunhas afirmaram que o atirador usava capacete preto com marcas amarelas e estaria disfarçado como entregador de delivery.
Parubiy foi atingido entre cinco e oito vezes e morreu ainda no local, em uma calçada da rua Akademika Yefremova. Policiais encontraram ao menos sete cápsulas de projéteis na cena do crime, que foi isolada para investigação.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou a morte do político em publicação nas redes sociais e classificou o ataque como um “assassinato horrendo”. Ele afirmou que o ministro do Interior, Ihor Klymenko, e o procurador-geral, Ruslan Kravchenko, já apresentaram as primeiras informações sobre o caso.
“Todas as forças necessárias estão mobilizadas para investigar e capturar o assassino”, escreveu Zelensky.
A Polícia local e o SBU (Serviço de Segurança da Ucrânia) abriram uma investigação por homicídio. As autoridades informaram que “todas as medidas estão sendo tomadas para identificar o atirador e determinar sua localização”.
Figura de destaque na política ucraniana, Parubiy presidiu a Verkhovna Rada, o Parlamento da Ucrânia, e era dirigente do partido Solidariedade Europeia, do ex-presidente Petro Poroshenko, principal força de oposição ao governo de Zelensky. Ele ficou conhecido em 2014 como o “comandante do Maidan”, referência ao acampamento de protestos em Kiev que levou à queda do então presidente pró-Moscou, Viktor Yanukovych.
Naquele mesmo ano, Parubiy sobreviveu a uma tentativa de assassinato, quando uma granada foi lançada contra ele, mas acabou explodindo debaixo de um carro. (Com O Globo)