O senador Nelsinho Trad, presidente regional do PSD, abriu as portas do partido para receber parlamentares tucanos que devem ficar sem espaço na reorganização política em curso em Mato Grosso do Sul.
A movimentação ocorre após o governador Eduardo Riedel confirmar a filiação ao PP, sigla presidida no Estado pela senadora Tereza Cristina, e diante da expectativa de que o ex-governador Reinaldo Azambuja migre para o PL.
De acordo com Nelsinho, que deve concorrer à reeleição em 2026, parte dos deputados estaduais e federais do PSDB pode não se adequar ao PP ou ao PL, seja por divergências ideológicas, seja pela limitação de vagas nos espaços de poder.
Para esse grupo, o PSD se apresenta como uma alternativa.
“Nem todos os tucanos vão encontrar abrigo no PP ou no PL. Muitos, por afinidade política, podem preferir permanecer no ninho. Já aqueles que optarem por sair vão encontrar no PSD uma legenda com tempo de TV, rádio e um fundo eleitoral robusto. Estamos preparados para recebê-los”, destacou o dirigente, em entrevista ao jornalista Daniel Pedra, do Correio do Estado.
O senador, contudo, prega cautela diante do cenário em transformação. Segundo ele, é preciso aguardar as definições para que o PSD possa se fortalecer de maneira consistente.
“Não adianta colocar o carro na frente dos bois. É hora de ter maturidade e paciência. Quando esse rearranjo se consolidar, o PSD estará em condições de ser uma opção sólida, tanto para os que não se encaixarem no PP quanto no PL”, acrescentou.
Sobre os últimos movimentos partidários, Nelsinho disse que a ida de Riedel ao PP já era aguardada pela proximidade com Tereza Cristina. Também afirmou que a entrada de Azambuja no PL é praticamente certa, lembrando que a informação já havia sido antecipada a ele no Senado.
Com esse tabuleiro em constante mudança, Nelsinho não esconde a intenção de disputar espaço em 2026. O presidente do PSD admite que gostaria de formar uma chapa com Azambuja, caso se confirmem duas vagas ao Senado na próxima eleição.