O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que o partido não ficará “sangrando” para defender a chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem.
A proposta, que prevê a possibilidade de o Congresso suspender investigações envolvendo parlamentares, chegou a ser pautada na Câmara, mas não foi votada por falta de consenso sobre o texto.
— Não sei se a PEC vai ser votada na semana que vem ou daqui a um mês. Nesse período, o PL não vai ficar sangrando como se fosse uma agenda exclusiva do partido. Não vamos aceitar que usem o PL como bode expiatório — disse Sóstenes à coluna.
O líder afirmou que o PL não pedirá mais ao colégio de líderes que a PEC seja pautada. Segundo ele, a partir da próxima semana, a sigla “terá uma pauta única, que é a anistia”.
— Os partidos querem apenas o benefício da PEC, mas não querem arcar com o ônus. Então, que outro partido leve a proposta para votação. Há vários parlamentares da esquerda que também enfrentam problemas com investigações e querem colocar essa pauta como sendo da direita, do PL. Ou todos assumem a necessidade de preservar prerrogativas, ou a PEC não vai avançar — afirmou o deputado.
Sóstenes disse ainda que, ao longo desta quinta-feira (28), seis líderes partidários lhe telefonaram para manifestar disposição em construir um texto de consenso. Segundo ele, esses líderes também se comprometeram a pedir que a PEC seja votada na reunião do colégio de líderes. (Com Blog da Bela Megale/O Globo)