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CPMI conclui relatório hoje com cerca de 220 indiciamentos 

Alfredo Gaspar afirmou que após finalização do relatório, documento poderá ser votado em reunião de emergência convocada para este sábado (28)

Conjuntura Online
26/03/26 às 12h35
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O relator da CPI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), afirmou nesta quinta-feira (26) que o relatório produzido pelo colegiado está em fase final e que deve ser concluído ainda nesta quinta.

Gaspar afirmou também que a expectativa é ler o relatório nesta sexta (27) e convocar uma reunião de emergência neste sábado (28) para realizar a votação do relatório — até então, data limite de conclusão dos trabalhos.

O relatório, segundo Gaspar, pedirá o indiciamento mais de 220 pessoas investigadas no esquema envolvendo o INSS.

"Só irei ler amanhã [sexta] se as circunstancias assim forem determinantes. Ainda temos muita coisa a aprofundar, mas há, sim, um relatório, na necessidade, na urgência, para ser lido. O que posso adiantar é que ninguém que tenha tido algum tipo de participação por ação ou omissão será poupado do relatório", prosseguiu Alfredo.

O relatório, segundo o Gaspar, será finalizado após uma reunião da CPMI com a equipe técnica.

Julgamento no STF
O relator mencionou ainda que espera que ocorra um pedido de vista (mais tempo para análise) no STF (Supremo Tribunal Federal), que julga nesta tarde a determinação do ministro André Mendonça de prorrogar os trabalhos da comissão.

A CPMI do INSS foi instalada para apurar um esquema de fraudes envolvendo benefícios previdenciários e assistenciais, que, segundo investigações, provocaram prejuízos bilionários aos cofres públicos e atingiram aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais.

Ao longo dos trabalhos, a comissão ouviu dirigentes de associações investigadas, servidores do INSS e representantes de órgãos de controle.

O colegiado também analisou relatórios da Polícia Federal e da CGU (Controladoria-Geral da União), por exemplo, que apontam falhas estruturais nos sistemas de concessão e revisão de benefícios.

O relatório final da CPMI pode resultar em pedidos de indiciamento criminal, ações por improbidade administrativa e recomendações de mudanças na legislação e nos mecanismos de controle do INSS.

Reta final
A comissão está na reta final do prazo oficial de funcionamento — sábado é a data limite para funcionamento.

Nesse sentido, a presidência do colegiado tenta garantir mais tempo para análise do relatório antes da votação definitiva.

Após a eventual aprovação, o documento será encaminhado ao Ministério Público, à Polícia Federal e a outros órgãos competentes.

Documento do STF
Um documento enviado pelo STF à CPMI aponta que a decisão do ministro André Mendonça, relator na ação, de prorrogar os trabalhos da comissão, foi enviada ao Senado às 9h35 desta terça (24) e foi aberta pela advocacia do Senado às 10h18.

"Mais importante do que as 5 mil páginas é o arcabouço probatório que tem dentro do relatório, com mais de 227 indiciamentos. [...] Estou passando um pente fino em todos os nomes”, afirmou o deputado a jornalistas nesta quinta.

Na ocasião, André Mendonça deu 48 horas para que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP) anunciasse a prorrogação. Mas, diante do silêncio de Alcolumbre, há a possibilidade de o próprio presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), anunciar a prorrogação dos trabalhos.

Foram integrantes da CPMI que provocaram o Supremo sobre a prorrogação, após Alcolumbre não se manifestar sobre o pedido, protocolado pela oposição ainda em dezembro de 2025.

Gaspar, contudo, disse, durante reunião da cúpula da CPMI desta quinta, que o "Senado Federal chegou com um argumento que não é válido” e que, portanto, a comissão não iria aceitar o documento.

As lideranças consideram um horário diferente. Segundo eles, a o recebimento da decisão de Mendonça no dia 24 foi às 18h20. (Com g1 e TV Globo - Brasília)

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