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Política

Após denúncias, Justiça proíbe contato de adversário com Adriane Lopes

Empresário que se apresenta como fiscalizador da gestão municipal está proibido de se aproximar da prefeita, familiares e testemunhas.

Conjuntura Online
12/06/26 às 08h01
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Adriane consegue medida protetiva contra empresário Bruno Ortiz. (Foto: PMCG/ Redes sociais)

Um dos principais críticos da administração municipal nas redes sociais está impedido de se aproximar da prefeita Adriane Lopes (PP) após decisão da Justiça de Mato Grosso do Sul.

A medida determina uma série de restrições ao empresário e adversário político Bruno Ortiz Barbosa, incluindo a proibição de frequentar eventos públicos em que a chefe do Executivo esteja presente no exercício do cargo.

A decisão foi assinada pelo juiz Márcio Alexandre Wust, que também proibiu qualquer forma de contato entre Bruno e a prefeita, seja por telefone, mensagens, e-mail ou outros meios de comunicação.

Além disso, ele deverá manter distância mínima de 100 metros de Adriane, de familiares e de testemunhas ligadas ao caso.

As restrições permanecerão em vigor até o encerramento do processo criminal principal. O descumprimento das determinações poderá resultar na decretação de prisão preventiva.

Nas redes sociais, Bruno Ortiz mantém publicações frequentes sobre a prefeita e a gestão municipal. Entre os conteúdos divulgados estão vídeos com críticas à administração, comentários sobre decisões do Executivo e imagens aéreas registradas por drone nas proximidades da residência da prefeita. Em suas páginas, ele se apresenta como fiscalizador da gestão pública e pré-candidato a deputado estadual.

Ao justificar a concessão da medida protetiva, o magistrado afirmou que os elementos apresentados nos autos indicam a existência de violência doméstica e familiar, tornando necessária a adoção de mecanismos de proteção para evitar possíveis danos à vítima.

Em nota, a Prefeitura de Campo Grande informou que o empresário utilizava a internet para divulgar críticas consideradas infundadas, além de conteúdos classificados pela administração como fake news e potenciais ameaças contra a prefeita.

Adriane Lopes também se manifestou sobre o caso. Segundo ela, nenhuma mulher deve aceitar situações de violência, ameaça ou intimidação, independentemente da função que exerça.

Bruno Ortiz contestou a decisão e afirmou que seus advogados já adotaram as medidas cabíveis. Ao comentar o caso, declarou que a determinação judicial seria "sem fundamentos" e classificou a medida como uma "aberração", argumentando que fiscalizar e cobrar agentes públicos é um direito de qualquer cidadão. (Com informações do G1)

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