Dez dias após conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Márcio Canella (União Brasil) foi preso nesta quinta-feira (15), durante uma operação da PF (Polícia Federal) contra uma organização criminosa suspeita de movimentar R$ 7,6 bilhões em seis anos.
Ex-prefeito de Belford Roxo e presidente estadual do União Brasil, Canella recebeu 197.178 votos nas eleições de outubro, tornando-se o segundo deputado estadual mais votado do Rio.
Também foi preso o delegado Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil.
A ação integra a oitava fase da Operação Unha e Carne, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo as investigações, o grupo utilizava uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para ocultar dinheiro de origem ilícita, com suspeita de participação de agentes públicos.
Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em sete municípios. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e a suspensão das atividades de 112 empresas, sendo 96 postos de combustíveis.
Canella e Amim já haviam sido alvos da operação em julho. Na ocasião, o político chegou a ser preso após a PF encontrar um fuzil em seu veículo, mas foi colocado em liberdade por decisão judicial.
As investigações apuram possíveis crimes de organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e outras irregularidades. A assessoria de Canella informou que ainda não teve acesso aos autos do processo. (Com SBT News)
