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Cai número de equipes de saúde com desempenho regular na capital

Balanço da Atenção Primária aponta 69 equipes no nível ótimo e 55 no bom; gestação, desenvolvimento infantil e prevenção ao câncer estão entre as prioridades

Conjuntura Online
21/08/26 às 06h17
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Indicadores mostram avanço da Atenção Primária na capital. (Foto: PMCG)

Campo Grande reduziu de 61 para 28 o número de equipes da Atenção Primária à Saúde classificadas com desempenho regular no primeiro quadrimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados foram apresentados na quinta-feira (20), durante a Convergência APS 2026, realizada no auditório da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

No levantamento, 69 equipes receberam classificação ótima e 55 ficaram no nível bom. Os resultados são calculados a partir dos registros feitos no PEC/e-SUS e consideram indicadores de boas práticas avaliados pelo Ministério da Saúde.

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que foram avaliadas 227 equipes de Saúde da Família e estabeleceu como meta chegar ao fim do ano com todas classificadas nos níveis bom ou ótimo.

Durante o encontro, também foram definidas três áreas que deverão concentrar a atuação da Atenção Primária: acompanhamento da gestação, desenvolvimento infantil e prevenção oncológica.

Unidades terão metas até dezembro

O evento reuniu profissionais, gestores e representantes das unidades para analisar os indicadores e discutir problemas encontrados nos diferentes territórios. Também foram apresentadas experiências de unidades que participaram do Projeto Qualifica APS, desenvolvido em parceria com a Fiocruz.

Atualmente, o projeto está presente nas USFs Paulo Coelho Machado, Los Angeles, Moreninhas, Noroeste, Serradinho, Coophavila, Santa Emília e Jardim Presidente. A estratégia utiliza também programas de residência em saúde na formação e atuação dentro das unidades.

Nos chamados laboratórios de território, os participantes avaliaram os serviços oferecidos e apontaram ações que precisam ser mantidas, recuperadas, criadas ou retomadas.

Cada unidade deverá estabelecer responsáveis, prazos e indicadores para acompanhar as medidas definidas. O cronograma prevê mentorias em setembro, avaliação intermediária em outubro, monitoramento em novembro e apresentação dos resultados em dezembro.

Segundo a Sesau, os dados passarão a integrar um ciclo de acompanhamento dos indicadores da Atenção Primária, com ajustes previstos conforme os resultados registrados pelas unidades.

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