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No caso Master, Justiça bloqueou R$ 112 milhões de Augusto Lima

Em uma ação que bloqueou os bens de Augusto Lima, ex-sócio do Master, Justiça de São Paulo encontrou o valor na Reag

Conjuntura Online
19/01/26 às 11h02
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Augusto Lima, ex-sócio do Master. (Foto: Reprodução)

Meses antes de ser um dos alvos da Operação Compliance Zero, o ex-sócio do Banco Master Augusto Lima teve os bens bloqueados pela Justiça de São Paulo.

O bloqueio foi feito em 29 de abril de 2025, quando foram encontrados R$ 112 milhões aplicados em uma conta de Augusto na Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A — fundo que foi liquidado pelo Banco Central quinta-feira (15) e alvo da segunda fase da Compliance Zero.

Segundo os documentos da Justiça de São Paulo, o bloqueio foi determinado em uma ação de execução de dívida.

A família ex-proprietária do Banco Voiter, que foi vendido ao Master em 2024, solicitou liminar para bloquear bens dos banqueiros do Master no valor original da dívida, de R$ 470,5 milhões.

A 22ª Vara Cível do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) autorizou o bloqueio dos valores nas contas dos executivos. A restrição durou apenas oito dias porque as partes fecharam o primeiro acordo.

Na época, a Justiça encontrou valores em outros bancos em nome de Augusto. Mas a maior fatia estava na Reag. Veja:

R$ 484 mil no Bradesco;
R$ 317,4 mil no Santander;
R$ 274,41 no Banco do Brasil;
R$ 112,8 milhões na Reag Trust DTVM;
R$ 2,3 mil no Master;
R$ 0, 44 no Pluxee IP.

Histórico da Reag

A Reag Investimentos já foi considerada o empreendimento de maior sucesso instalado no maior centro financeiro do país, a Faria Lima, em São Paulo. Em apenas cinco anos, de 2020 até 2025, o patrimônio sob a gestão da Reag se multiplicou por quase 14 vezes: foi de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões.

No entanto, o sucesso da Reag começou a ser observado por outro prisma com o início das operações da PF envolvendo a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e a Faria Lima.

O empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, foi um dos alvos da Compliance Zero na quarta-feira (14), e a PF (Polícia Federal) cumpriu mandados de busca e apreensão, em endereços ligados a ele, por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal). A operação também atingiu o empresário Nelson Tanure, conhecido por investir em empresas em dificuldades financeiras.

Segundo nota do BC, a decretação da liquidação extrajudicial da Reag é motivada por “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN (Sistema Financeiro Nacional)”.

Procurada, a defesa de Augusto Lima informou que não vai se manifestar. (Metrópoles)

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