Conjuntura - o 1º Site Político de MS
O 1º site político de Mato Grosso do Sul | Quarta-feira, 04 de novembro de 2026
Economia

Reeleição de Lula pressiona juros e credibilidade do Banco Central

Incertezas sobre as contas públicas pressionam o mercado financeiro e aumentam expectativa de manutenção da Selic em 13,75% ao ano

Conjuntura Online
04/11/26 às 08h51
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Banco Central. (Foto: Reprodução)

A primeira decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será anunciada nesta quarta-feira (4), em meio à preocupação do mercado financeiro com o aumento da dívida pública e a falta de definições sobre a política fiscal do próximo governo.

Economistas avaliam que uma redução dos juros neste momento poderá ampliar a desconfiança dos investidores e elevar os custos de financiamento no país.

A expectativa predominante é de manutenção da Selic em 13,75% ao ano. Na última sexta-feira (30), contratos negociados na B3 indicavam 72,5% de probabilidade de manutenção da taxa, contra 26% de chance de redução de 0,25 ponto percentual.

A mudança nas projeções ocorreu após a vitória de Lula no segundo turno. Desde então, o mercado registrou forte volatilidade, com queda da Bolsa, valorização do dólar e aumento dos juros futuros, diante das dúvidas sobre o controle dos gastos públicos.

No primeiro pregão após a eleição, as taxas de juros futuros chegaram a subir mais de três pontos percentuais. No Tesouro Direto, os títulos prefixados tiveram a maior elevação diária de taxas desde o início da série histórica, em 2005. A instabilidade levou o Tesouro Nacional a cancelar leilões e recomprar títulos.

Para analistas, o principal risco está na possibilidade de o Banco Central reduzir a Selic sem que o governo apresente medidas capazes de melhorar as perspectivas das contas públicas. Nesse cenário, os juros de longo prazo poderiam continuar subindo, encarecendo empréstimos, investimentos empresariais e o financiamento da dívida federal.

A preocupação também envolve a credibilidade do BC (Banco Central). Economistas alertam que um corte considerado prematuro poderia gerar dúvidas sobre o compromisso da instituição com o controle da inflação e alimentar expectativas de novas pressões sobre os preços.

O boletim Focus divulgado na terça-feira (3) mostrou uma revisão das projeções para a taxa básica de juros no encerramento de 2026, de 13,25% para 13,50% ao ano.

Outro fator de incerteza é a definição da equipe econômica do próximo mandato. Investidores aguardam sinais sobre a condução da política fiscal e eventuais medidas para conter o crescimento da dívida pública.

A decisão desta quarta-feira deverá indicar se o Banco Central pretende interromper o ciclo de cinco reduções consecutivas da Selic ou se ainda considera possível retomar os cortes na última reunião do ano, prevista para dezembro. (InfoMoney)

Últimas em Economia
VER TODAS AS NOTÍCIAS
Conjuntura - o 1º Site Político de MS
O 1º site político de Mato Grosso do Sul
Conjuntura Online - Copyright © 2004-2026. Todos os direitos reservados.