Os brasileiros terão que preparar o bolso para mais um aumento nos combustíveis. A partir de fevereiro de 2027, gasolina e óleo diesel sofrerão reajustes na cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), medida que poderá encarecer o abastecimento e pressionar os custos do transporte e dos alimentos.
A decisão foi aprovada nesta quarta-feira (28) pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), que reúne representantes dos estados e do Distrito Federal.
O maior aumento será aplicado ao diesel, com elevação de 11,1% no valor do imposto por litro. Para a gasolina, o reajuste será de 4,5%.
Com as novas alíquotas, o ICMS sobre a gasolina passará de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, acréscimo de sete centavos. No diesel, a cobrança subirá de R$ 1,17 para R$ 1,30, aumento de 13 centavos por litro. O gás de cozinha também será atingido, com reajuste de 4,8% no imposto, que passará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo.
Em Mato Grosso do Sul, os consumidores já enfrentam preços elevados. Levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostra que o diesel S-10 acumulou alta de 21,5% em um ano, passando de R$ 6,04 para R$ 7,34 por litro na comparação entre semanas de outubro de 2025 e 2026. A gasolina também subiu no período, de R$ 5,93 para R$ 6,43, avanço de 8,4%.
Em Campo Grande, pesquisa do Procon-MS realizada entre os dias 13 e 15 de outubro encontrou gasolina comum por até R$ 6,99 e diesel S-10 chegando a R$ 7,76, dependendo da região e da forma de pagamento.
O aumento dos tributos preocupa especialmente o setor de transporte rodoviário, responsável por grande parte da movimentação de mercadorias no país. Com o diesel mais caro, empresas podem enfrentar custos maiores de frete, que tendem a ser repassados aos preços de produtos e serviços.
Além da mudança tributária, a valorização do dólar e as oscilações internacionais do petróleo continuam pressionando o mercado brasileiro. A Petrobras ainda não confirmou novos reajustes relacionados ao cenário cambial, mas a diferença entre os preços internos e internacionais mantém o risco de aumentos adicionais.
Apesar da elevação do ICMS já aprovada, o impacto integral nas bombas dependerá das decisões de distribuidoras e postos. O reajuste do imposto não significa, necessariamente, aumento equivalente no preço final pago pelos consumidores. (InfoMoney)
