O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ainda não decidiu se aceita o pedido de Anthony Garotinho (Republicanos) para desistir do recurso que discutia sua permanência na disputa pelo governo do Rio de Janeiro.
Antes de analisar a solicitação, o ministro Floriano de Azevedo Marques determinou que a PGE (Procuradoria-Geral Eleitoral) se manifeste sobre o caso.
A PGE terá prazo de dois dias para apresentar parecer. Depois da manifestação, o relator poderá decidir sobre a desistência ou encaminhar a questão para análise definitiva do plenário do TSE.
O desfecho pode alterar o resultado da eleição para o governo fluminense. Garotinho recebeu 274.411 votos, equivalentes a 3,17%, mas teve o registro de candidatura barrado pela Justiça Eleitoral por causa de condenação por ato doloso de improbidade administrativa.
Antes da votação, Floriano de Azevedo Marques havia determinado que os votos destinados ao candidato não fossem considerados válidos e constassem como anulados sub judice.
O nome de Garotinho, no entanto, permaneceu nas urnas porque a decisão que barrou sua candidatura ocorreu após o fechamento do sistema eleitoral.
Nesta segunda-feira (5), a defesa desistiu do recurso apresentado contra a decisão. Se o pedido for aceito pelo TSE, os votos poderão ser anulados definitivamente e uma nova totalização será realizada.
A mudança pode encerrar a disputa pelo governo do Rio ainda no primeiro turno. Douglas Ruas (PL) recebeu 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos votos válidos na contagem atual. Eduardo Paes (PSD) ficou com 3.706.984 votos, ou 42,76%.
Com a exclusão definitiva dos votos de Garotinho, Ruas ultrapassaria os 50% dos votos válidos necessários para vencer no primeiro turno. Nesse cenário, o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) poderá proclamá-lo governador eleito, sem a realização de uma nova votação. (Com Agência Brasil)
