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Política

Garotinho desiste de recurso e eleição do RJ pode acabar em 1º turno

Retirada de recurso pode levar Douglas Ruas a 50,88% dos votos válidos e encerrar disputa pelo governo estadual

Conjuntura Online
05/10/26 às 15h33
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Rio pode ficar sem 2º turno após reviravolta envolvendo Garotinho. (Foto: Tânea Rêgo/Agência Brasil)

A eleição para o governo do Rio de Janeiro pode ser definida ainda no primeiro turno, apesar de o resultado divulgado no domingo (4) ter indicado uma disputa entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) no dia 25 de outubro.

A mudança depende da situação dos mais de 274 mil votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos).

Nesta segunda-feira (5), Garotinho desistiu do recurso apresentado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para tentar manter sua candidatura. Ele terminou a votação em terceiro lugar, com 274.411 votos, equivalentes a 3,17%.

Com esses votos fora da base de cálculo, Ruas, que recebeu 4,268 milhões de votos e apareceu inicialmente com 49,27%, passa a ter 50,88% dos votos válidos. O percentual é suficiente para uma vitória em primeiro turno. Paes terminou a votação com 42,76%.

A mudança, no entanto, ainda não está oficialmente confirmada. O TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) informou que cabe ao TSE declarar a nulidade dos votos. Até a publicação da reportagem da Agência Brasil, a Corte ainda não havia se manifestado sobre a desistência apresentada por Garotinho.

Candidatura foi indeferida

Garotinho chegou à eleição com o registro de candidatura indeferido pelo TRE-RJ. A decisão levou em consideração uma condenação por ato doloso de improbidade administrativa de 2018, que resultou na suspensão de seus direitos políticos.

Na sexta-feira (2), antes da votação, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, já havia determinado que os votos destinados ao candidato deveriam ser anulados. Mesmo assim, o nome de Garotinho permaneceu nas urnas porque a decisão sobre seu registro ocorreu depois do fechamento do sistema.

Durante a apuração, os votos apareceram como anulados sub judice, mantendo o resultado da eleição condicionado à definição judicial.

Com a desistência do recurso, Garotinho deixa de buscar no TSE a reversão do indeferimento. Caso os votos sejam definitivamente retirados do cálculo, Ruas ultrapassa a maioria absoluta e o segundo turno contra Paes deixa de ser necessário.

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