A nova composição do Senado terá, a partir de 2027, 54 parlamentares que já se manifestaram favoravelmente ao impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). O número corresponde a dois terços das 81 cadeiras da Casa.
O levantamento foi feito pelo Ranking dos Políticos e considera tanto os senadores que permanecem no mandato quanto os eleitos ou reeleitos no domingo (4).
Entre os 54 senadores escolhidos nas urnas neste ano, 37 defendem o impeachment de integrantes do Supremo.
O grupo inclui nomes como Reinaldo Azambuja (PL-MS), Domingos Sávio (PL-MG), Marcel Van Hattem (Novo-RS), Guilherme Derrite (PP-SP) e Alessandro Vieira (MDB-SE).
A eleição de 2026 renovou dois terços do Senado, já que 54 das 81 cadeiras estavam em disputa. Os outros 27 parlamentares foram eleitos em 2022 e permanecem no cargo até 2031.
Dos senadores que ainda têm quatro anos de mandato, seis se posicionam contra a possibilidade de cassação de ministros do STF e outros 21 não apresentaram posição pública sobre o assunto, conforme o levantamento.
Número não significa voto garantido
Apesar de o grupo chegar a 54 parlamentares favoráveis ao instrumento do impeachment, isso não significa que exista atualmente o mesmo número de votos para afastar um ministro específico.
O posicionamento geral favorável à possibilidade de impeachment é diferente da decisão tomada diante de um processo concreto, que depende das acusações apresentadas e da análise individual de cada senador.
O Senado é responsável por processar e julgar ministros do Supremo em casos de crimes de responsabilidade. A nova composição da Casa toma posse em fevereiro de 2027.
