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Política

MPMS mira fraudes em licitações e afasta servidores na fronteira com o Paraguai

Agentes cumprem mandados em uma residência próxima ao Batalhão da PM 

Conjuntura Online
31/03/26 às 08h26
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Gaeco avança em investigação sobre contratos suspeitos em MS. (Foto: MPMS)

Uma nova ofensiva do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) avançou sobre suspeitas de irregularidades em contratos públicos na região de fronteira.

A ação, realizada na manhã desta terça-feira (31), teve como alvo um suposto esquema envolvendo agentes públicos e empresários, informa o portal de notícias G1.

A operação é a segunda fase da investigação conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que aprofunda apurações sobre possíveis fraudes em processos licitatórios e uso indevido de recursos públicos.

Foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão em cidades estratégicas da fronteira sul do Estado, incluindo Coronel Sapucaia, Amambai, Ponta Porã e Caarapó.

As ordens judiciais também determinaram o afastamento de dois servidores públicos, além da imposição de medidas restritivas — como a proibição de acesso a repartições públicas, contato com outros investigados e monitoramento por tornozeleira eletrônica.

De acordo com os investigadores, há indícios de um esquema estruturado que envolveria desde servidores até integrantes da gestão municipal e empresários locais.

A suspeita é de manipulação de licitações, pagamentos irregulares e possível desvio de dinheiro público, especialmente em contratos ligados à Prefeitura de Coronel Sapucaia.

Essa etapa sucede uma primeira investida realizada em dezembro de 2024, quando já haviam sido identificadas conexões entre o poder público municipal e empresas associadas a um mesmo grupo familiar. Agora, o foco está em entender a engrenagem do suposto esquema e a participação de cada envolvido.

O nome da fase — “Mão Dupla” — faz referência, segundo o Ministério Público, a uma prática recorrente nas negociações investigadas, marcada por trocas de favores: uma lógica de reciprocidade que teria sustentado o funcionamento do esquema.

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