A partir desta quinta-feira (5), parlamentares de todo o país passam a ter um prazo de 30 dias para mudar de partido sem risco de perder o mandato.
O período, conhecido como janela partidária, se estende até 3 de abril e costuma provocar rearranjos importantes nas bancadas legislativas, inclusive na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
Prevista na legislação eleitoral e regulamentada pelo calendário do Tribunal TSE (Superior Eleitoral), a janela ocorre em anos de eleição e permite que deputados estaduais e federais troquem de legenda para disputar o pleito de outubro.
Nesse intervalo, a mudança de partido não configura infidelidade partidária.
Na prática, o período abre espaço para negociações políticas e reorganização das forças partidárias.
Muitos parlamentares aproveitam o momento para buscar partidos com melhores condições de disputa, mais estrutura eleitoral ou maior alinhamento com projetos políticos nacionais.
Possíveis mudanças na Assembleia
Nos bastidores da Assembleia Legislativa, a abertura da janela já movimenta articulações e negociações entre partidos. Projeções indicam que algumas siglas podem ampliar suas bancadas, enquanto outras tendem a perder espaço, segundo reportagem do G1.
De acordo com a publicação, no início da atual legislatura, em janeiro de 2023, a composição era liderada pelo PSDB, com seis deputados. Na sequência apareciam PL, PT e MDB, cada um com três representantes, além de partidos com bancadas menores.
Com as movimentações em curso, o cenário projetado após o fim da janela aponta crescimento do PL, que pode chegar a sete deputados, enquanto o PSDB tende a reduzir sua bancada para três parlamentares. Outras legendas também podem ganhar espaço, como PP, Republicanos e União Brasil.
Apesar das projeções, o quadro ainda não está fechado. Deputados ouvidos nos bastidores afirmam que a decisão final sobre eventual mudança de partido pode ficar para os últimos dias do prazo, já que muitas definições dependem de articulações políticas em nível nacional.
