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Política

CCJR analisa projeto que amplia benefícios e direitos de servidores do Judiciário

Proposta começou a tramitar na Assembleia e prevê mudanças no auxílio-educação, horário especial e regras do estágio probatório

Conjuntura Online
08/09/26 às 07h45
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O deputado Pedro Caravina (e), presidente da CCJR da Assembeia. (Foto: Alems)

A CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) da ALEMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) analisa o Projeto de Lei 134/2026, que começou a tramitar na Casa na quinta-feira (3)

A proposta, apresentada pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), altera regras do Estatuto dos Servidores do Poder Judiciário Estadual.

Entre as principais mudanças está a ampliação do auxílio-educação, que poderá atender servidores com dependentes de até cinco anos e 11 meses.

O benefício também poderá ser concedido, sem limite de idade, quando o dependente tiver TEA (transtorno do espectro autista) ou deficiência intelectual.

Outro ponto previsto é a criação de horário especial, sem redução salarial ou necessidade de compensação, para servidores com deficiência ou que tenham dependentes nessa condição. A jornada mínima nesses casos será de quatro horas diárias.

Estágio probatório terá novos critérios

O projeto também modifica regras do estágio probatório. A avaliação dos servidores poderá considerar competências comportamentais e a gestão do trabalho remoto, além de estabelecer critérios para suspender a contagem do período em casos de afastamentos superiores a 60 dias.

A proposta ainda cria licença para servidores que precisem participar de cursos de formação decorrentes da aprovação em concursos públicos. A possibilidade vale quando o curso estiver previsto no edital e houver incompatibilidade com o expediente forense.

Faltas poderão ser consideradas como efetivo exercício

Outro trecho estabelece situações em que determinadas ausências passam a ser consideradas como de efetivo exercício. A lista inclui exames preventivos, doação de sangue, casamento, luto, convocação para o Tribunal do Júri e doação de órgãos ou tecidos, dentro dos limites previstos no texto.

Após a análise da CCJR, presidida pelo deputado estadual Pedro Caravina (PSDB), a proposta, caso receba parecer favorável, seguirá para as demais comissões de mérito e, posteriormente, para discussão e votação em plenário.

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