Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) garantiram as duas vagas de São Paulo no Senado neste domingo (4), depois de uma disputa que chegou à reta final da campanha com quatro candidatos tecnicamente empatados.
A eleição foi matematicamente definida quando a apuração alcançou cerca de 90% das urnas. Naquele momento, Derrite liderava com 30,69% dos votos válidos, seguido por André, com 29,35%.
Simone Tebet (PSB) aparecia na terceira colocação, com 19,14%, enquanto Marina Silva (Rede) tinha 18,04%. Os dois eleitos já não podiam mais ser alcançados pelas adversárias.
O resultado abriu uma distância maior do que a indicada pelas últimas pesquisas. Na véspera da eleição, levantamento Datafolha apontava Derrite e André com 22% dos votos válidos cada, Marina com 21% e Simone com 20%. Os quatro estavam tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Dupla chega ao Senado após passagens pelo Legislativo
Derrite deixa a Câmara dos Deputados para assumir o mandato de senador. Ele foi eleito deputado federal em 2018 e conquistou a reeleição quatro anos depois.
Entre 2023 e 2025, licenciou-se do mandato para comandar a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo durante a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Antes de ingressar na política, atuou na Polícia Militar e integrou a Rota.
André do Prado também trocará de Casa Legislativa. Deputado estadual desde 2011, ele presidiu a Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) e acumula quatro mandatos no Legislativo paulista.
Antes de chegar à Assembleia, André construiu a carreira política em Guararema, onde foi vereador, vice-prefeito e prefeito.
Os dois senadores eleitos terão mandato de oito anos, de 2027 a 2035. Eles passarão a integrar a bancada paulista ao lado de Marcos Pontes (PL), eleito em 2022 e com mandato até 2031.
