O PL saiu das urnas neste domingo (4) com as duas vagas de Santa Catarina em disputa para o Senado. Carol de Toni e Carlos Bolsonaro foram eleitos e, a partir de 2027, se juntarão a Jorge Seif, também do partido, na representação catarinense na Casa.
A vitória dos dois foi matematicamente confirmada com 93,84% das urnas apuradas. Naquele momento, Carol liderava com 33,43% dos votos válidos, somando 2.522.316 votos.
Carlos aparecia na segunda colocação, com 25,21% e 1.902.100 votos, garantindo a outra cadeira destinada ao Estado.
Esperidião Amin (PP), que buscava permanecer no Senado, ficou em terceiro, com 15,36%. Décio Lima (PT) aparecia na quarta posição, com 10,26%.
Com o resultado, o PL passa a controlar toda a bancada catarinense no Senado. Jorge Seif, eleito em 2022, permanece no cargo até 2031, enquanto Carol e Carlos terão mandatos de oito anos, entre 2027 e 2035.
Carol deixa Câmara e Carlos estreia no Congresso
Natural de Chapecó, Carol de Toni é advogada e está na Câmara dos Deputados desde 2019. Reeleita em 2022, presidiu a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Casa em 2024. Agora, deixará o mandato de deputada federal para assumir uma cadeira no Senado.
Carlos Bolsonaro, por sua vez, chegará pela primeira vez ao Congresso Nacional. Ele construiu a trajetória política no Rio de Janeiro, onde foi eleito vereador pela primeira vez em 2000 e permaneceu na Câmara Municipal por sete mandatos consecutivos.
Em 2025, Carlos transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina, movimento que abriu caminho para a candidatura ao Senado pelo Estado.
A disputa pelas duas vagas chegou à reta final com a segunda cadeira mais aberta. Pesquisa Quaest divulgada na véspera da eleição colocava Carol na liderança, com 30% das intenções de votos válidos, enquanto Carlos tinha 24% e Esperidião Amin, 20%, tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Nas urnas, Carlos ampliou a distância sobre Amin e assegurou a segunda vaga. Carol, por sua vez, confirmou a primeira colocação apontada pelos levantamentos finais da campanha.
Os dois assumem os mandatos no Senado em fevereiro de 2027.
