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Política

Após prisão, senadores pedem depoimento de Vorcaro no Congresso

Banqueiro é esperado em sessões de colegiados que apuram casos ligados a atuação do crime organizado e a supostas fraudes no INSS

Conjuntura Online
09/03/26 às 06h25
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Vista de agência do Banco Master, envolvido em corrupção. (Foto: Divulgação)

O banqueiro Daniel Vorcaro deve voltar ao centro das atenções no Congresso Nacional após sua prisão. Senadores articulam ouvir o empresário em diferentes frentes de investigação, incluindo a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS e a CPI do Crime Organizado.

A intenção é esclarecer suspeitas que envolvem o setor financeiro e possíveis conexões com investigações em andamento no país.

Apesar de decisões judiciais recentes que flexibilizaram sua obrigatoriedade de comparecimento, parlamentares defendem que o depoimento seja realizado para aprofundar os trabalhos das comissões.

Segundo Viana, o banqueiro está preso em Brasília e há autorização judicial para que ele seja conduzido ao Senado. “Diante disso, não há razão para que ele deixe de comparecer também à CPMI, que investiga diretamente os fatos ligados a este escândalo”, considerou.

Prisão de Vorcaro

Vorcaro foi preso preventivamente na quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito considerados falsos. O foco principal das apurações recai sobre operações relacionadas ao Banco Master.

Por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, o banqueiro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília. Ele chegou à capital do país por volta das 15h30 de sexta-feira (6).

CAE também na espera

A CAE também mantém a expectativa de ouvir o banqueiro na próxima semana, mesmo após a nova decisão judicial que determinou a prisão preventiva. A informação foi confirmada à reportagem pelo presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Segundo Calheiros, a ideia é insistir na participação de Vorcaro, já que o depoimento havia sido previamente autorizado.
“Foi facultado o depoimento e também a forma como ele deve ocorrer”, afirmou o senador.

O entendimento dentro da comissão é de que, antes mesmo da prisão preventiva decretada na quarta-feira (4), Vorcaro já estava sob responsabilidade do Estado. Até então, o banqueiro cumpria medidas cautelares, o que levaria à interpretação de que a decisão anterior do ministro André Mendonça já abarcava a condição de pessoa sob custódia estatal.

Procurado pela reportagem, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que preside a CPI do Crime Organizado, não se manifestou até a publicação desta matéria.

Em conversa com a reportagem, a defesa de Vorcaro afirmou que ainda avalia o cenário para entender quais serão os próximos passos do processo e se o banqueiro terá condições de prestar os depoimentos previstos. (Com informações do R7)

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