O Novo vê boas perspectivas de crescimento em Mato Grosso do Sul com a filiação do deputado estadual João Henrique Catan, ocorrida no domingo (8), durante ato político no Marco Zero de Campo Grande.
A chegada do parlamentar, que deixou o PL (Partido Liberal), é tratada pela legenda como um passo estratégico para fortalecer o partido no Estado e ampliar sua participação nas próximas disputas eleitorais.
A mudança de sigla ocorre em meio à movimentação antecipada do cenário político sul-mato-grossense, aproveitando a janela partidária determinada pela legislação eleitoral.
Catan passa a ser apontado como um dos possíveis nomes do Novo para a disputa ao governo do Estado, em um contexto no qual o atual governador Eduardo Riedel, do PP (Progressistas), aparece como favorito na corrida pela reeleição.
Para lideranças do Novo, a filiação do deputado representa a oportunidade de ampliar o debate político no Estado com uma alternativa de perfil mais alinhado à agenda liberal defendida pela legenda.
“Recebemos o deputado João Henrique Catan com entusiasmo. Ele chega para fortalecer o partido e contribuir com um projeto que busca ampliar a representatividade do Novo em Mato Grosso do Sul”, destacou o presidente do diretório estadual do Novo, Luis Augusto Scarpanti.
Catan também ressaltou que a decisão de ingressar no Novo está ligada à identificação com as pautas defendidas pelo partido e à possibilidade de construir um novo espaço político no Estado.
“Acredito que o Novo representa um caminho de renovação política e de compromisso com princípios que sempre defendi. É um projeto que pode crescer e dialogar com a sociedade sul-mato-grossense”, afirmou o deputado.
Em meio a crise, PT aposta em Fábio Trad
Enquanto isso, o PT (Partido dos Trabalhadores), mesmo comandando o governo federal sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tenta se reorganizar politicamente em Mato Grosso do Sul.
A legenda trouxe recentemente para seus quadros o ex-deputado federal Fábio Trad, apresentado como alternativa para ampliar o espaço petista no Estado.
Nos bastidores políticos, a movimentação é vista como uma tentativa de reinventar o partido no cenário local, já que Trad não possui trajetória histórica vinculada ao PT.
Além disso, analistas do meio político observam que o ex-deputado chega ao partido sem demonstrar, até o momento, densidade eleitoral capaz de sustentar uma candidatura majoritária no Estado.
No último pleito, Fábio Trad não conseguiu se eleger, resultado que reforça as dúvidas sobre sua capacidade de se consolidar como um nome competitivo no cenário sul-mato-grossense.
Soma-se a isso o fato de que ele passará a defender as bandeiras do PT justamente em um momento delicado para a legenda e para o governo Lula, que enfrenta desgaste político diante de denúncias de corrupção, entre elas o caso envolvendo o Banco Master e o escândalo do desvio de R$ 6,3 bilhões das contas de aposentados e pensionistas do INSS.
