Campo Grande entrou definitivamente no radar internacional ao sediar, no domingo (22), a abertura do segmento de alto nível da COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias.
O encontro, realizado no Teatro Rubens Gil de Camillo, deu início às discussões políticas da conferência, reunindo chefes de Estado, ministros e representantes de dezenas de países.
A presença de autoridades de peso reforçou o caráter estratégico do evento. Participaram da abertura o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Eduardo Riedel, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, além da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e representantes de delegações internacionais.
Sede da conferência, Campo Grande passa a ocupar posição de destaque nas discussões globais sobre preservação ambiental, com foco especial na proteção das espécies migratórias — tema que exige articulação entre países e políticas integradas.
Durante a cerimônia, a prefeita Adriane Lopes destacou o papel da Capital no cenário ambiental e a importância de sediar um evento dessa dimensão.
“Estamos recepcionando mais de 130 países para discutir um tema essencial. Campo Grande abriga dezenas de espécies migratórias todos os anos e tem reconhecimento internacional como cidade comprometida com a arborização urbana”, afirmou.
A ministra Marina Silva reforçou a necessidade de cooperação entre as nações, destacando que a preservação das espécies migratórias depende de ações coordenadas em escala global.
Já o presidente Lula ressaltou a escolha de Campo Grande como sede do encontro, citando a proximidade com o Pantanal como fator estratégico para o debate ambiental. Ele também destacou a importância da proteção da biodiversidade como parte central da agenda internacional.
O evento marca o início de uma série de reuniões e debates que devem ocorrer ao longo dos próximos dias, com foco na construção de políticas voltadas à preservação ambiental e ao enfrentamento dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Com a COP15, Campo Grande se consolida como palco de discussões globais e reforça sua inserção em agendas internacionais ligadas à sustentabilidade e à biodiversidade.
