Depois de forte pressão de contribuintes, entidades representativas e do próprio órgão de controle externo, a prefeita Adriane Lopes (PP) foi obrigada a recuar e acatar a orientação do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado) em relação às regras de pagamento do IPTU 2026.
A mudança evidencia que a flexibilização não partiu de iniciativa espontânea da administração municipal, mas sim de uma intervenção necessária diante do desgaste causado pelas regras inicialmente impostas.
Com a decisão, os contribuintes de Campo Grande que optarem pelo parcelamento do imposto poderão pagar a primeira parcela em qualquer mês, sem juros, multa ou correção monetária, até o dia 10 de dezembro deste ano.
Antes, a cota inicial teria vencimento obrigatório em 12 de janeiro, o que gerou reação negativa e críticas quanto à falta de sensibilidade da prefeitura diante da realidade econômica da população.
A medida se soma à prorrogação já anunciada do prazo para pagamento à vista com desconto de 10%, que poderá ser feito até 12 de fevereiro. Mesmo assim, a alteração só ocorreu após a recomendação formal do Tribunal de Contas, deixando claro que o Executivo municipal precisou ser contido para corrigir uma condução considerada excessivamente rígida.
Na prática, quem escolher parcelar o IPTU poderá definir livremente quando quitar a primeira cota dentro do período do parcelamento, mantendo-se, contudo, as datas originais de vencimento das demais parcelas.
O alívio financeiro, embora bem-vindo, chega acompanhado da crítica de que a prefeitura só ajustou a regra após ser pressionada e advertida.
Como proceder
Para acessar os boletos do IPTU 2026, o contribuinte deve entrar no site da Prefeitura de Campo Grande, clicar no banner do imposto e informar o número da inscrição municipal do imóvel.
Em caso de dúvidas, o atendimento pode ser feito pelo telefone 156, pelo WhatsApp (67) 4042-1320 ou presencialmente na Central de Atendimento ao Cidadão, na Rua Cândido Mariano, entre as ruas Arthur Jorge e 25 de Dezembro
