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Três anos após feminicídio, suspeito é preso ao tentar nova identidade 

Homem tinha um mandado de prisão em aberto desde 2023 e foi detido após colaboradores consultarem o nome no sistema e acionarem a equipe da Deam.

Conjuntura Online
09/04/26 às 03h21
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Suspeito de feminicídio é preso quase 3 anos depois em Campo Grande. (Foto: Polícia Civil)

A Polícia Civil prendeu na quarta-feira (8), em Campo Grande, um homem de 53 anos acusado de assassinar a própria esposa e esconder o corpo em 2023.

A captura, segundo reportagem do G1, aconteceu no momento em que ele tentava retirar uma nova Carteira de Identidade Nacional em um shopping da região central.

A ação foi conduzida pela Deam, após a identificação de um mandado de prisão em aberto.

Durante o atendimento, os dados do suspeito foram checados no sistema, revelando a pendência judicial e frustrando a tentativa de obtenção do novo documento.

O homem responde por feminicídio e ocultação de cadáver da esposa, Valdinéia Ferreira Delgado, de 34 anos. Segundo a investigação, o relacionamento de seis anos era marcado por episódios de violência doméstica.

Ataque motivado por ciúmes

O crime ocorreu na noite de 7 de julho de 2023, depois que a vítima participou de uma festa junina no bairro onde morava. Ao retornar para casa durante a madrugada, ela foi surpreendida pelo companheiro.

De acordo com a apuração policial, o suspeito atacou Valdinéia de forma repentina, sem chance de reação. Os golpes atingiram a região do pescoço e provocaram lesões graves na coluna, levando à morte ainda no local. A motivação estaria ligada a ciúmes e sentimento de posse.

Após o assassinato, o autor teria levado o corpo até uma estrada vicinal e o abandonado em uma área isolada. A vítima foi encontrada na noite do dia seguinte, por volta das 19h.

Sem documentos, Valdinéia não foi identificada de imediato. A confirmação ocorreu posteriormente por meio de exame papiloscópico, que analisa as impressões digitais.

Quase três anos após o crime, o suspeito foi localizado ao tentar emitir um novo documento de identidade. A estratégia, no entanto, terminou no momento em que os dados foram conferidos e o mandado de prisão apareceu no sistema.

Ele foi encaminhado pela Deam e permanece à disposição da Justiça.

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