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Drogas e celulares entravam em presídio com ajuda de policiais penais

Esquema envolvia servidores, detentos e pessoas de fora da penitenciária de Dourados; até drones eram utilizados para transportar materiais proibidos

Conjuntura Online
21/10/26 às 16h36
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Equipe do Gaeco na Penitenciária Estadual de Dourados. (Reprodução, Gaeco/MPMS)

Policiais penais responsáveis pela segurança da PED (Penitenciária Estadual de Dourados) são suspeitos de usar o próprio cargo para facilitar a entrada de drogas, celulares e outros produtos proibidos no presídio.

O esquema, investigado desde 2024, levou o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) a deflagrar, nesta quarta-feira (21), uma operação em dois estados.

Segundo as investigações, os servidores teriam atuado em parceria com detentos e pessoas de fora da penitenciária para abastecer o comércio ilegal dentro da unidade.

Parte dos materiais chegava por meio de drones, utilizados para transportar produtos até o interior do estabelecimento.

Depois de entrar no presídio, a mercadoria seria distribuída entre os presos, comercializada ou consumida dentro das celas.

A suspeita de envolvimento de agentes responsáveis justamente por impedir esse tipo de atividade é um dos principais pontos da investigação conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

Batizada de Colete de Troia, a operação cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Dourados, Ivinhema e Rio Brilhante, em Mato Grosso do Sul, além de Paranavaí, no Paraná.

As buscas também chegaram à residência de uma advogada. A diligência foi acompanhada por um representante da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul). O Ministério Público não detalhou a suspeita envolvendo a profissional.

A ação contou com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, de equipes da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e do Gaeco do Paraná.

O nome da operação faz referência ao Cavalo de Troia, episódio da mitologia grega em que soldados conseguiram entrar escondidos em uma cidade inimiga. A comparação foi utilizada pelo Ministério Público para representar a suspeita de que agentes penitenciários tenham se aproveitado da confiança e do acesso garantidos pela função para favorecer atividades criminosas.

Nenhuma prisão foi registrada durante a operação desta quarta-feira. As investigações continuam para esclarecer a participação dos suspeitos e identificar todos os envolvidos no esquema. (As informações são do Midiamax).

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