Conjuntura - o 1º Site Político de MS
O 1º site político de Mato Grosso do Sul | Sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Geral

Prisão de Bernal vira preventiva, apesar de alegação de legítima defesa

Ex-prefeito alega reação a invasão em imóvel, mas versão não impede manutenção da prisão após decisão da Justiça

Conjuntura Online
25/03/26 às 12h00
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Alcides Bernal durante depoimento na delegacia (Foto: Reprodução)

A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, após audiência de custódia realizada na terça-feira (24). Ele havia sido preso em flagrante pela morte do fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos.

Durante depoimento à Polícia Civil, Bernal alegou ter agido em legítima defesa ao encontrar sua residência — onde também funciona seu escritório de advocacia — ocupada por terceiros. A versão, no entanto, não foi suficiente para evitar a manutenção da prisão.

Segundo o ex-prefeito, o imóvel vinha sendo alvo recorrente de invasões e furtos, o que já havia motivado o registro de boletins de ocorrência anteriores. Ele afirmou que foi até o local após ser acionado por uma empresa de monitoramento que indicava uma nova invasão.

Versão do ex-prefeito

Bernal relatou que encontrou três pessoas dentro da casa e que a vítima teria avançado em sua direção. Diante da situação, disse ter efetuado disparos com a intenção de se defender, negando que tivesse a intenção de matar.

Ele também afirmou que acreditava ter atingido a vítima em uma região não letal e que os tiros foram disparados para conter a ação.

Arma e histórico

No interrogatório, o ex-prefeito informou que o revólver calibre .38 utilizado foi recebido como presente em 2013, período em que exercia o cargo e, segundo ele, sofria ameaças. Bernal declarou possuir registro da arma e capacitação para o porte.

Disputa sobre o imóvel

Outro ponto levantado no depoimento foi a situação jurídica do imóvel. Bernal afirmou que não sabia que a casa havia sido arrematada em leilão e que move ação judicial contra a instituição financeira responsável, contestando valores.

A defesa sustenta que houve tentativa de ocupação irregular do imóvel, caracterizando, segundo a tese apresentada, um possível esbulho possessório.

Mesmo com a alegação de legítima defesa e a apresentação voluntária do ex-prefeito à polícia após o ocorrido, a Justiça decidiu pela conversão da prisão em preventiva.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve aprofundar as circunstâncias do crime.

Últimas em Geral
VER TODAS AS NOTÍCIAS
Conjuntura - o 1º Site Político de MS
O 1º site político de Mato Grosso do Sul
Conjuntura Online - Copyright © 2004-2026. Todos os direitos reservados.