Veículos com placas clonadas e registros de roubo ou furto em outros estados estavam circulando por Mato Grosso do Sul.
Entre janeiro e setembro deste ano, 46 automóveis clonados ou adulterados foram retirados de circulação, enquanto outros 111 veículos roubados ou furtados foram recuperados com auxílio de sistemas de monitoramento e operações policiais.
Um dos casos ocorreu em Três Lagoas, onde um automóvel roubado no Rio de Janeiro foi localizado circulando com identificação clonada.
A irregularidade foi descoberta durante uma ação conjunta entre equipes de fiscalização de trânsito e órgãos de segurança.
Em Naviraí, outro veículo suspeito foi identificado após passar por uma lombada eletrônica instalada na região central da cidade.
O sistema detectou inconsistências nas informações do automóvel e emitiu um alerta, permitindo que os agentes realizassem a abordagem e a perícia no local.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul).
Dos 111 veículos recuperados nos nove primeiros meses de 2026, 18 foram localizados diretamente por agentes do departamento e 93 por outras forças de segurança, incluindo a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal e guardas municipais.
Câmeras identificam veículos suspeitos
O rastreamento é realizado pelo CISV (Centro Integrado de Segurança Viária), que utiliza câmeras instaladas em rodovias e áreas urbanas para identificar placas e cruzar informações com bancos de dados policiais.
O sistema também utiliza inteligência artificial para apontar possíveis irregularidades, como registros de furto, roubo, restrições judiciais e suspeitas de clonagem.
Quando uma placa apresenta alguma inconsistência, os operadores analisam as informações e podem encaminhar alertas às equipes que atuam nas ruas. O objetivo é identificar o veículo suspeito e orientar uma possível abordagem.
Em Campo Grande, o monitoramento foi ampliado em maio deste ano com a integração de 120 câmeras da Capital à rede estadual. Os equipamentos permitem acompanhar a passagem de veículos por diferentes pontos da cidade e identificar situações que exigem investigação.
A clonagem ocorre quando criminosos utilizam placas ou outros elementos de identificação de um veículo regular em outro automóvel, geralmente para dificultar a identificação de produtos de roubo ou furto.
A fraude também pode prejudicar o proprietário do veículo original, que corre o risco de receber multas por infrações que não cometeu ou ser associado indevidamente a ocorrências policiais.
Motoristas devem ficar atentos a sinais de clonagem
Uma das situações que podem indicar a existência de um veículo clonado é o recebimento de multas registradas em cidades ou locais onde o proprietário não esteve.
Nesses casos, a orientação é registrar um boletim de ocorrência e solicitar uma perícia veicular à Polícia Civil. Após a confirmação da fraude, o motorista poderá iniciar o procedimento administrativo para regularizar a identificação do automóvel.
Além das operações relacionadas a veículos roubados e adulterados, o Detran-MS informou ter realizado 108 escoltas e ações de segurança viária, além de 30 atividades educativas em diferentes municípios, entre janeiro e setembro.
As ações incluíram orientações sobre legislação de trânsito, direção segura e uso de equipamentos de proteção em cidades como Dourados, Aquidauana, Anastácio, Antônio João e Rio Brilhante.
O levantamento divulgado pelo departamento não detalha quantos dos veículos recuperados foram localizados em Campo Grande nem apresenta a distribuição das ocorrências por município.
