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Índio é encontrado morto com ferimentos na cabeça e no pescoço

Vítima de 40 anos estava debaixo da arquibancada de um estádio de futebol em Japorã.

Conjuntura Online
30/10/26 às 16h01
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Aldeia Porto Lindo, em Japorã. (Foto: Prefeitura de Japorã)

A PC (Polícia Civil) investiga a morte de Damácio Moraes, de 40 anos, encontrado com ferimentos na cabeça e no pescoço na madrugada desta sexta-feira (30), na Aldeia Porto Lindo, em Japorã, município localizado a 453 quilômetros de Campo Grande.

O corpo do índio, segundo reportagem do G1MS, estava debaixo da arquibancada de um estádio de futebol da comunidade.

A ocorrência foi comunicada à polícia por volta das 2h53, mobilizando investigadores e equipes da perícia.

Até o momento, não foram identificadas testemunhas que tenham presenciado o crime, nem câmeras de segurança que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.

O corpo foi encaminhado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) de Naviraí, onde passará por exame necroscópico. A polícia trabalha para identificar possíveis envolvidos e esclarecer a motivação do crime.

Uma das hipóteses investigadas envolve um possível desentendimento entre moradores da própria comunidade, mas essa informação ainda não foi confirmada oficialmente.

Violência em comunidades indígenas

A morte ocorre em meio a denúncias de ameaças e episódios de violência envolvendo comunidades indígenas no sul de Mato Grosso do Sul.

Recentemente, lideranças denunciaram ameaças de envenenamento da água consumida por moradores da Aldeia Sassoró, em Tacuru. O caso ganhou repercussão após a divulgação de áudios atribuídos a um servidor municipal, que teria sugerido contaminar a água da comunidade.

O funcionário foi afastado e passou a responder a um processo administrativo. A PF (Polícia Federal) foi acionada para investigar as ameaças, enquanto o MPF (Ministério Público Federal) também abriu procedimento para apurar os fatos.

A Aldeia Porto Lindo, onde Damácio foi encontrado morto, integra uma terra indígena habitada pelo povo Guarani Ñandeva. Segundo o Censo de 2022, a área possui aproximadamente 3,7 mil moradores.

Apesar do contexto de tensão na região, não há confirmação de qualquer relação entre a morte de Damácio e as ameaças denunciadas em outras comunidades. As investigações continuam.

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