A violência voltou a provocar momentos de tensão na Zona Norte do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (30).
Pelo segundo dia consecutivo, criminosos sequestraram ônibus e outros veículos para montar barricadas, interromper o trânsito e prejudicar a circulação do transporte público.
Pelo menos sete coletivos foram utilizados nos bloqueios, principalmente nos bairros de Irajá e Colégio.
Na Avenida Monsenhor Félix e na Avenida Pastor Martin Luther King Jr., ônibus foram atravessados nas pistas, inclusive nas proximidades da estação de metrô de Irajá. Um carro e um caminhão também foram usados para impedir a passagem de veículos.
Os ataques são atribuídos a integrantes do TCP (Terceiro Comando Puro) e seriam uma represália à presença da PM (Polícia Militar) nas comunidades da Serrinha e da Primavera, onde operações contra o tráfico de drogas provocaram confrontos desde quinta-feira (29).
A sequência de bloqueios afetou diversas linhas de ônibus e deixou passageiros sem transporte. Segundo o Rio Ônibus, três veículos já haviam sido liberados por volta das 14h, mas o serviço continuava prejudicado em diferentes pontos da região.
Polícia mantém ocupação nas comunidades
Mesmo diante dos ataques, a PM informou que continuará ocupando o Complexo da Serrinha por tempo indeterminado, com o objetivo de conter a atuação de grupos criminosos e a disputa pelo controle territorial.
Durante os confrontos, dois homens apontados como lideranças do TCP, conhecidos como "Da Nike" e "Atentado", foram presos. Segundo a polícia, eles possuem, respectivamente, seis e 24 anotações criminais.
Na operação, os agentes apreenderam dois fuzis, duas granadas e seis carregadores, além de recuperarem dois veículos. Um homem também morreu durante confronto com policiais na região de Cavalcanti.
A escalada da violência começou na quinta-feira, quando ônibus e carros foram incendiados, vias foram interditadas e serviços de saúde e educação sofreram impactos. A continuidade dos ataques nesta sexta-feira ampliou os transtornos para moradores e trabalhadores que dependem do transporte público na Zona Norte carioca. (As informações são do jornal O Dia)
