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Escorpião mata menina de 4 anos no interior de Mato Grosso do Sul

De acordo com a Secretaria de Saúde, Estado já registra quase mil ataques.

Conjuntura Online
03/11/26 às 17h21
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Ataques de escorpões em MS preocupam. (Foto: Reprodução)

Uma menina de 4 anos morreu após ser picada por um escorpião em Três Lagoas, na região leste de Mato Grosso do Sul.

A morte, registrada no domingo (1º), ocorre em meio ao aumento dos acidentes com esses animais no município, que já contabilizou 957 ocorrências entre janeiro e outubro deste ano.

A criança foi levada inicialmente à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e, devido à gravidade do quadro, transferida para atendimento hospitalar, mas não resistiu. As circunstâncias da picada não foram divulgadas.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a UPA não dispõe de soro antiescorpiônico, disponível no Hospital Regional, unidade de referência para esse tipo de tratamento. O medicamento é utilizado exclusivamente em ambiente hospitalar, conforme avaliação médica.

O caso é a primeira morte provocada por picada de escorpião em Mato Grosso do Sul em 2026, conforme a SES (Secretaria de Estado de Saúde).

Acidentes quase dobraram em dois anos

Os números mostram o avanço das ocorrências em Três Lagoas. Em 2024, foram registrados 518 acidentes, número que subiu para 942 em 2025. Neste ano, o município já ultrapassou a marca anterior, com 957 notificações até outubro.

Do total registrado em 2026, 108 vítimas são crianças, o equivalente a 11,3% dos casos. Os bairros São Carlos, Guanabara, Novo Oeste, Vila Haro e Vila Piloto concentram o maior número de ocorrências.

Em todo o Estado, os acidentes com escorpiões já ultrapassaram 3,5 mil registros neste ano.

Risco é maior entre crianças

Crianças pequenas apresentam maior risco de complicações graves após picadas de escorpião. Dependendo da quantidade de veneno e da reação do organismo, o quadro pode evoluir rapidamente, provocando vômitos, suor excessivo, alterações cardíacas e dificuldades respiratórias.

A orientação é procurar atendimento médico imediatamente após a picada, sem esperar o agravamento dos sintomas. Não se deve fazer torniquetes, cortar a pele ou utilizar produtos caseiros sobre o ferimento.

Para reduzir a presença desses animais, recomenda-se evitar o acúmulo de entulhos, manter quintais limpos, proteger ralos e vedar frestas em paredes e portas. Também é importante verificar roupas, toalhas e calçados antes do uso.

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