Pelo menos 31 pessoas morreram e cerca de 50 estão desaparecidas após um bombardeio russo atingir uma escola utilizada como abrigo e centro de distribuição de ajuda humanitária na Ucrânia.
O ataque ocorreu na segunda-feira (2), na vila de Komyshuvakha, região de Zaporizhzhia, próxima à linha de frente da guerra.
Segundo autoridades ucranianas, o prédio foi atingido durante a chegada de moradores que buscavam alimentos e outros suprimentos.
A força das explosões provocou o desabamento de parte da estrutura, deixando vítimas soterradas. Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas.
Entre os mortos estão quatro policiais e dois integrantes das equipes de emergência, atingidos durante um segundo bombardeio. Os trabalhos de busca prosseguem nesta terça-feira (3), mas são dificultados pelo risco de novos ataques.
Escola funcionava como abrigo para moradores
O prédio havia deixado de receber aulas devido à proximidade dos combates e passou a servir como ponto de assistência à população que permaneceu na região.
De acordo com as autoridades locais, moradores estavam em um abrigo reforçado no subsolo quando as bombas atingiram a estrutura. O local havia sido construído para oferecer proteção contra ataques aéreos, mas não resistiu à intensidade das explosões.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, condenou o bombardeio e prestou solidariedade às famílias das vítimas. Ele afirmou que as operações de resgate continuarão enquanto houver condições de segurança.
O Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, declarou que os ataques tinham como alvo unidades militares ucranianas na região. Moscou nega ter atacado civis deliberadamente.
O episódio ocorre em meio à continuidade dos confrontos entre os dois países e às tentativas diplomáticas de negociar o fim da guerra, iniciada em fevereiro de 2022. Uma nova rodada de conversações está prevista para os dias 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. (Metrópoles)
