A duas semanas de escapar do Presídio Militar Estadual, o subtenente do Corpo de Bombeiros Militar Elianderson Duarte, de 45 anos, foi recapturado na noite desta sexta-feira (26), em Campo Grande. Preso por suspeita de matar a esposa a marteladas, ele foi localizado após uma denúncia anônima, seguindo o g1/MS.
Conforme a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), equipes da Força Tática da 5ª Companhia Independente receberam informações de que um foragido da Justiça estava escondido em uma residência na Capital.
Os policiais foram até o endereço indicado e encontraram Elianderson no imóvel. A abordagem ocorreu na presença do irmão do militar e do proprietário da casa, que afirmou desconhecer que o hóspede era procurado pela Justiça.
Após a prisão, o subtenente foi encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac/Cepol) e, posteriormente, reconduzido ao Presídio Militar Estadual.
Fuga
Elianderson havia escapado da unidade prisional na noite de 12 de junho. De acordo com o boletim de ocorrência, ele utilizou lençóis amarrados como uma corda improvisada para alcançar o telhado do presídio e fugir.
Embora o sistema de alarme tenha sido acionado, a ausência do preso só foi constatada durante uma conferência interna. Em seguida, a Polícia Militar iniciou buscas na região, com apoio da Polícia Civil e da perícia.
Após o episódio, a direção do Presídio Militar informou que reforçou os protocolos de segurança da unidade.
Acusação de feminicídio
O bombeiro militar está preso desde março deste ano, acusado de assassinar a companheira, a enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 51 anos, em Ponta Porã.
Segundo a investigação, Liliane foi atacada com golpes de martelo no dia 3 de março. Ela foi socorrida e internada em estado grave no Hospital da Vida, em Dourados, mas morreu três dias depois em decorrência dos ferimentos.
Durante o ataque, dois dos três filhos do casal, de 17 e 15 anos, também ficaram feridos. O caçula, de 11 anos, presenciou a agressão, mas não sofreu lesões. Conforme a polícia, os três filhos possuem diagnóstico de TEA (Transtorno do Espectro Autista).
Antes das agressões, Liliane teria pedido que os filhos deixassem a residência. Eles conseguiram sair e buscaram ajuda com vizinhos.
Testemunhas relataram ter entrado na casa e encontrado o militar agredindo a esposa com um martelo. Moradores tentaram interromper o ataque, mas o suspeito fugiu pulando muros de imóveis vizinhos, ocasião em que fraturou o tornozelo.
Ele acabou alcançado e contido por populares até a chegada da polícia. Preso em flagrante, foi levado ao Hospital Regional de Ponta Porã, onde permaneceu internado sob escolta.
Após o crime, o Corpo de Bombeiros Militar instaurou um conselho de disciplina para avaliar a permanência de Elianderson na corporação. O procedimento administrativo poderá resultar na exclusão definitiva do militar.
