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Após passar mal, morre na Papuda, em Brasília, preso dos atos de 8 de janeiro

Cunha foi preso dentro do Senado no dia 8 e desde então estava preso

20/11/2023 - 15h24

Brasília 

Cleriston Pereira da Cunha estava preso na Papuda (Foto: Reprodução)

Um homem que estava preso preventivamente devido aos atos golpistas do dia 8 de janeiro morreu nesta segunda-feira no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Cleriston Pereira da Cunha tinha 46 anos e teve um "mal súbito", segundo informações da penitenciária.


De acordo com ofício da VEP (Vara de Execuções Penais), Cunha teve "um mal súbito durante o banho de sol" na manhã desta segunda. O Corpo de Bombeiros e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram ao local, mas não conseguiram reanimá-lo. Ele estava detido no CDP II (Centro de Detenção Provisória), uma das unidades da Papuda.


Cunha foi preso dentro do Senado no dia 8 e desde então estava preso. Em abril, ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por cinco crimes e tornou-se réu. Ainda não havia previsão de quando ele seria julgado em definitivo.


Em setembro, a PGR concordou com um pedido de liberdade apresentado pela defesa. O órgão considerou que o fim da fase de instrução, com as audiências das testemunhas e do próprio réu, possibilitava que ele fosse solto.


O advogado dele, Bruno Azevedo de Sousa, havia solicitado a conversão da prisão preventiva em domiciliar, alegando que Cunha tinha "sua saúde debilitada em razão da COVID 19, que lhe deixou sequelas gravíssimas, especificamente quanto ao sistema cardíaco". O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, não chegou a analisar o pedido.


De acordo com registros da penitenciária, Cunha sofria de diabetes e hipertensão e utilizava medicação controlada. Ele também teve seis atendimentos médicos entre janeiro e maio, além de ter sido encaminhado para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em maio.


Ele foi denunciado por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Nas alegações finais do processo, a defesa afirmou que Cunha foi à manifestação do dia 8 de janeiro "por acreditar que seria pacífica" e que somente entrou no Senado "para se abrigar".


O STF foi procurado para comentar o episódio, mas ainda não respondeu. (Com O Globo)

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