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Em testes, Ferrari inova com asa traseira que gira em 180º

Além da novidade desta quinta-feira, equipe italiana adotou na quarta um pequeno elemento parecido com parte da asa traseira que foi banida no regulamento implementado para esta temporada

Conjuntura Online
19/02/26 às 11h39
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Detalhe da nova asa da Ferrari nos testes da F1 2026 (Foto: Reprodução)

Não se fala em outra coisa no paddock do Bahrein. A Ferrari chegou nesta quinta-feira de pré-temporada da F1 2026 com uma asa traseira que gira 180º, surpreendendo pela inovação do dispositivo.

Quem guiou o carro da escuderia na sessão matinal foi Lewis Hamilton - embora, com problemas de chassi, ele tenha completado só cinco voltas.

O movimento da asa se dá na aleta superior do dispositivo. A peça gira para além da posição horizontal, completando uma rotação de 180º. Esse giro se dá com a ativação do modo de reta no sistema de aerodinâmica ativa - uma das novidades do regulamento da F1 em 2026.

Estima-se que essa asa ajude a produzir downforce, e também a reduzir o arrasto. O downforce é a pressão aerodinâmica, uma força que mantém o carro junto ao solo e faz com que ele fique mais estável e mais rápido nas curvas.

Por sua vez, reduzir o arrasto trata de diminuir a força que atua contra o carro, como se o empurrasse para trás; essa força é como um efeito colateral do excesso de downforce e faz com que ele ande mais devagar nas retas. Entretanto, tudo ainda é muito especulativo e não há indícios que a equipe use a nova asa no campeonato.

Essa não é a única novidade apresentada pela escuderia ao longo desta segunda rodada de testes. Na quarta-feira que abriu as sessões no Circuito de Sakhir, a Ferrari apareceu com uma pequena asa em frente ao exaustor do carro de Charles Leclerc. O item chamou atenção das outras escuderias de forma imediata. 

O time italiano já tinha participado dos testes na semana passada; no entanto, optou por introduzir a novidade apenas nesta atividade. O elemento se assemelha a uma beam wing – uma pequena asa abaixo da asa traseira principal, projetada para direcionar o “ar sujo” para cima e para passar por cima do carro que vem atrás.

A beam wing foi um elemento aerodinâmico importante no regulamento introduzido em 2022, mas seu uso foi proibido nas novas regras da Fórmula 1, que entram em vigor em 2026.

No entanto, veículos da imprensa internacional como “Motorsport” e “The Race” afirmam que a Ferrari conseguiu contornar a rigidez do atual regulamento, utilizando-se de permissões nas medições relativas aos suportes da asa traseira. Isso faria com que a solução encontrada esteja dentro das regras.

Abaixo, compare a asa traseira do carro de Leclerc na primeira semana de testes, ainda sem o item, com o monoposto usado pelo piloto na quarta-feira, já com a introdução da pequena asa.

Toda a asa traseira da Ferrari teria sido desenvolvida para acomodar a “pequena asa” em frente ao exaustor. Uma vantagem seria a interação do desvio dos gases que saem do exaustor com o fluxo de ar da asa traseira – a equipe poderia usar esta combinação a seu favor e obter ganhos aerodinâmicos.

Outros benefícios podem estar relacionados à extensão do fluxo de ar do difusor, o que também pode melhorar o desempenho aerodinâmico e gerar mais downforce – o arrasto aerodinâmico. Os carros de 2026 têm muito menos arrasto em relação aos do regulamento anterior, o que faz com que eles fiquem mais ariscos.

Ainda não se sabe se há ou não ganho de tempo em relação às rivais – isso só ficará claro quando (e se) as equipes rivais copiarem a solução ferrarista. Fato é que a equipe tem apresentado poucos problemas de confiabilidade até aqui e, apesar de evitar demonstrar otimismo, tem apresentado bom ritmo ao lado de Mercedes, McLaren e Red Bull.

Porém, a vantagem da escuderia de Maranello neste caso é simples: se alguma adversária quiser copiar a solução, terá que redesenhar toda a asa traseira, uma tarefa que exige tempo e cuidado para não desbalancear o carro.

Durante a pré-temporada no circuito de Sakhir, outras equipes também apresentaram soluções aerodinâmicas que chamaram atenção das rivais.

A Audi, casa do brasileiro Gabriel Bortoleto, utiliza um carro com um “sidepod” diferente do habitual – o nome se refere à estrutura lateral de refrigeração dos carros, que também direciona o fluxo de ar ao redor do veículo. Após adotar um modelo horizontal nos primeiros testes em Barcelona, o time alemão adotou um modelo vertical no Bahrein.

Quem também se destacou foi a Alpine, com um conceito de asa traseira diferente das demais. A asa é composta por três aletas, das quais duas se abrem e fecham. Todas as equipes fizeram com que esse movimento de abertura funcionasse com a aleta superior se movendo para cima. Exceto a Alpine, que faz com que a aleta se abaixe. (Com ge - Sakhir)

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