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Fechamento do Centro de Línguas e Libras causa polêmica e revolta

Justificativa para o fechamento da estrutura, segundo a secretária Maria Cecilia Amendola da Motta (Educação), é a política de contenção de despesas

13/07/2017 - 15h52

Da redação 

Centro Estadual de Línguas e Libras Professor Fernando Peralta Filho (Foto: Divulgação )

O fechamento do Centro Estadual de Línguas e Libras Professor Fernando Peralta Filho, localizado na Avenida Tiradentes, bairro Amambai, em Campo Grande, e de outra unidade em Dourados, causou polêmica e revolta. 


A justificativa para o fechamento da estrutura, segundo a secretária Maria Cecilia Amendola da Motta (Educação), é a política de contenção de despesas colocada em prática pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), como parte da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241/2016, que limitou os gastos públicos. 


Por causa disso, mais de 30 profissionais foram remanejados para outras unidades da Rede Estadual.

A professora Mari Nélli, responsável pelo Centro de Línguas, unidade da Capital, não pôde atender a reportagem para falar sobre a polêmica e se existe expectativa de que as atividades sejam retomadas, até porque o fechamento do espaço movimentou a classe política do Estado.  


O deputado Pedro Kemp (PT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa durante a sessão desta quinta-feira (137) para lamentar os diversos cortes de recursos federais e estaduais para as pastas da Saúde, Educação e Assistência Social. 


Segundo ele, as medidas são reflexo da PEC 241/2016, que limitou os gastos públicos à correção da inflação, por até 20 anos.


Recentemente anunciado pela Secretaria Estadual de Educação, o fechamento do Centro Estadual de Línguas e Libras, unidades de Campo Grande e Dourados, foi exemplo dado pelo deputado petista sobre as consequências da falta de investimentos.


“Foi alegado falta de recursos para manter o Centro, que atendia o pessoal de baixa renda no ensino de diversas línguas, que era a oportunidade que tinham para se preparar para faculdade e mercado de trabalho. Segundo depoimento de diversos alunos, o ensino era muito qualificado. Lamentamos muito”, disse o parlamentar. 


Kemp ainda alegou que a falta de recursos em outras áreas é perceptível. “O Ministério da Justiça já diminuiu a verba para a Polícia Federal, que parou de emitir passaportes. Outra situação caótica é do Imol [Instituto Médico Odontológico Legal], que não tem reagentes para exames e deixa casos de perícia sem conclusão”, denunciou.


O deputado João Grandão (PT) concordou. “Também teve corte no Desenvolvimento Agrário que vai resultar em uma enorme perda para a Agricultura Familiar. No governo de Dilma Rousseff [PT] a pasta tinha mais de R$ 11 milhões, já no atual governo [de Michel Temer – PMDB] são pouco mais de R$ 600 mil”, criticou.

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