O 1º site político de Mato Grosso do Sul   |   23 de Maio de 2017
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Willams Araújo
Mansos

Ninguém, mas ninguém mesmo imaginava que estava atirando no que via, mas que só acertava no que não via. O jogo de cartas marcadas funcionava a todo vapor sem que os espetinhos sequer pensassem que podiam ser vistos e delatados. Mas como o malfeito sempre é descoberto, a casa caiu e agora eles não sabem como vão escapar das garras da Justiça. O salve-se quem puder é a hashtag do momento ou, partiu Estados Unidos, para onde foram os irmãos delatores. 

Castigo duplo

O clima que estava tenso em Brasília se estendeu pelo país, inclusive em Mato Grosso do Sul, onde até então apenas a Lama Asfáltica provocava calafrios nos supostos envolvidos. Mas como miséria pouca é bobagem, mesmo quem já era perseguido em investigações de desvio de dinheiro público também se vê às voltas com mais essa bronca jogada no ventilador por Wesley Batista, um dos donos da JBS. Tudo isso, segundo ele, está devidamente documentado e deve provocar estragos sem precedentes.

Ligeirinho

Neófito em política, o vereador Vinicius Siqueira (DEM) pediu à Assembleia Legislativa a abertura de processo de impeachment contra o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) sem ao menos dar-lhe o direito de defesa. A leitura que se faz dessa atitude é a de que o parlamentar quer puxar para si os holofotes e se projetar em cima de algo que carece de provas. É claro que se comprovada qualquer irregularidade, o STJ será o primeiro a se posicionar e afastar o governador, se for esse o caso.

Explicações

Aliás, parece que o governador foi bastante convincente ao dizer, em entrevista coletiva, que os donos da JBS faziam uma pressão dos diabos para obter mais benefícios do Estado. Como não foram atendidos, segundo o tucano, inventaram essa armação. Reinaldo prometeu processar Wesley Batista, que em deleção premiada à PGR (Procuradoria Geral da República)  incluiu seu nome em esquema de recebimento de propina, a  exemplo de seus antecessores Zeca do PT e André Puccinelli (PMDB).

Retaliação

Na entrevista, ocorrida da Governadoria, Reinaldo afirmou que a relação com a JBS é institucional e diz acreditar que a citação feita na delação do dono da JBS é uma retaliação à mudança na política de incentivos fiscais. “Nós mudamos a política de incentivo no estado e dobrados recolhimento com a JBS. Em 2014 eram R$ 40 milhões e em 2016 passou para R$ 70 milhões”, disse o governador. 

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