O 1º site político de Mato Grosso do Sul   |   18 de Outubro de 2017
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Willams Araújo
Operação

Essa não é a primeira vez que o empresário Ivanildo da Cunha Miranda é citado em delação premiada, desta vez pelo doleiro Lúcio Funaro. De acordo com a Polícia Federal, ele foi alvo de buscas na quarta fase da operação Lama Asfáltica, que apura desvio de recursos públicos do governo do estado entre 2011 e 2014, quando André Puccinelli era governador. No depoimento à Procuradoria-Geral da República, Funaro também disse que Ivanildo era o operador de crédito para Joesley Batista em Mato Grosso do Sul.

Notas frias

Na delação feita em maio de 2017, Joesley Batista disse que Ivanildo recebeu R$ 5 milhões da JBS em um esquema de emissão de notas fiscais frias. O esquema teria beneficiado outras pessoas de Mato Grosso do Sul, entre empresários e políticos. Além do escritório, Ivanildo tem várias empresas em Mato Grosso do Sul. Ele é dono de uma distribuidora de bebidas em Corumbá.

Corporativismo

O plenário do Senado deve decidir ainda esta semana, provavelmente nesta terça-feira (17), se Aécio Neves (PSDB-MG) vai continuar afastado do mandato e proibido de sair de casa à noite. Aliados do tucano estudam adiar a análise do caso, se perceberem que o número de senadores não estiver suficiente para derrubar as medidas impostas pelo STF. Simone Tebet (PMDB-MS) defende o colega com unhas e dentes. 

Pelas costas

O deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS), que já andou de braços e abraços com Temer (PMDB-SP), quando o político era vice da presidente Dilma, agora quer a cabeça do peemedebista na bandeja. “Mesmo se não passar na CCJ, o Plenário da Câmara precisa garantir que a Justiça possa ser feita. São malas de dinheiro e denúncias novas todos os dias. Os deputados têm a obrigação constitucional de permitir o andamento das investigações”, sugere, referindo-se a nova denúncia contra o presidente que será votada pela Câmara. 

Desafios

Em reunião recente com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), Dorival Betini prestou contas de seu mandato à frente da DFDA-MS (Delegacia Federal da Agricultura Familiar), cargo que assumiu em 25 de julho do ano passado, e falou de novos desafios, desta vez como superintendente do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) em Mato Grosso do Sul. A ideia dele é buscar parcerias visando a implementação de novos programas ambientais sustentáveis, como tem defendido o ministro do Meio Ambiente Sarney Filho.

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