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Caravina considera discrepante critério de extinção de zonas eleitorais em MS

Caravina se reunirá na tarde desta segunda com integrantes da bancada federal na Assomasul

19/06/2017 - 10h02

Assomasul

Caravina durante entrevista de rádio (Foto: Edson Ribeiro)

Durante entrevista na manhã desta segunda-feira (19) no programa Tribuna Livre (FM Capital), o presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Pedro Caravina, classificou de discrepante o critério usado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para extinguir 26 zonas eleitorais no Estado. 


Caravina se reunirá na tarde desta segunda com integrantes da bancada federal (senadores e deputados federais), além de deputados estaduais, a fim de se discutir sobre a possibilidade de reverter a situação. 


É que resolução do TSE, número 23.422/2014, propõe a extintas de zonas eleitorais nos municípios de Cassilândia, Fátima do Sul, Bataguassu, Camapuã, Porto Murtinho, Água Clara, Aparecida do Taboado, Iguatemi, Sonora, Caarapó, Pedro Gomes, Bonito, Mundo Novo, Bandeirantes, Rio Negro, Deodápolis, São Gabriel do Oeste, Inocência, Dourados, Nioaque, Sete Quedas, Anaurilândia, Chapadão do Sul, Corumbá, Três Lagoas e Ponta Porã.


“O TSE criou uma discrepância, o critério de densidade eleitoral. Esse é o motivo da reunião de hoje para que isso seja revisto. É preciso se respeitar a distância dos municípios, senão vai criar um transtorno muito grande com a população", observou o dirigente.


O presidente da Assomasul alega que haverá acúmulo de demandas nas zonas que irão incorporar as extintas, além do fato de se ampliar o número de processos, de eleitores e candidatos nessas unidades, que deverão ser atendidos pelo mesmo promotor e juiz.


Além do mais, ele acredita que a medida dificultará ainda mais para o eleitor residente nas pequenas cidades do interior o acesso à Justiça Eleitoral.


Ele acha que a partir da reunião que os prefeitos terão com a bancada federal haverá um contraponto a partir da elaboração de um documento cujo objetivo é reverter à decisão.


"Foi feita uma resolução de forma aleatória, então essa reunião é pra gente ter um contraponto, gerar um documento da bancada e tentar reverter isso", reforçou o presidente da Assomasul, alegando que as mudanças impostos prejudicarão esses municípios em relação a transferência de títulos, novas inscrições, entre outras questões eleitorais. 


Além do mais, segundo ele, o município fica sem uma referência e aumentam-se as demandas. Ele citou o caso de Bataguassu, cidade que administra, cuja zona eleitoral deverá ser deslocada para Brasilândia, município que fica a 65 quilômetros de distância e tem população menor. 


"Não tem uma lógica", criticou, fazendo menção a outros casos como Dourados e Três Lagoas que também deverão perder uma de suas zonas eleitorais. 

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