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Política

Supremo barra redução do prazo prescricional em ações de improbidade

A decisão altera Lei de Improbidade Administrativa

Conjuntura Online
01/07/26 às 17h26
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Fachada do STF (Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/ABr)

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quarta-feira (1°) invalidar o trecho da LIA (Lei de Improbidade Administrativa) que reduziu pela metade o prazo de prescrição para punir atos contra a administração pública. 

A maioria dos ministros considerou inconstitucional a redução da prescrição de oito para quatro anos nos casos em que ocorre a interrupção da contagem do prazo.

Essa situação ocorre em marcos pré-definidos durante o andamento do processo, como o ajuizamento da ação de improbidade contra um agente público, por exemplo. 

A redução estava prevista na Lei 14.230 de 2021, norma que alterou a LIA e reduziu a prescrição. 

Prevaleceu no julgamento o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Para o ministro, não razoável que o Congresso corte pela metade o prazo prescricional.

"Em média, até a sentença de primeiro grau, nós temos cinco anos e dez meses, ou seja, quase todas ações de improbidade estariam prescritas", afirmou.

Ato doloso

No mês passado, a Corte também definiu que os atos de improbidade ocorrem somente na forma dolosa, ou seja, quando o agente público tem a intenção de cometer o delito.

Por unanimidade, os ministros confirmaram a constitucionalidade da alteração que deixou de prever modalidade culposa para atos de improbidade, que ocorrem em casos de enriquecimento ilícito, dano ao erário e atos lesivos aos princípios da administração pública. (Com ABr)

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