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Política

Produtor poderá ganhar bônus por abate de gado jovem de qualidade

Projeto em análise na Câmara prevê benefício financeiro para pecuaristas que cumprirem critérios de qualidade e rastreabilidade

Conjuntura Online
18/09/26 às 13h50
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Abate de novilho precoce poderá gerar bônus financeiro. (Foto: Depositphotos)

Pecuaristas poderão receber dinheiro ou benefícios fiscais pelo abate de bovinos e búfalos mais jovens e dentro de padrões de qualidade.

A medida está prevista no PL (Projeto de Lei) 2974/26, que cria uma política nacional de incentivo ao chamado novilho precoce e está em análise na Câmara dos Deputados.

Na prática, a proposta cria uma recompensa para quem entregar animais que atendam às exigências do programa.

O bônus poderá chegar ao produtor por meio de pagamento direto, incentivos ligados a programas agropecuários do governo federal ou benefícios tributários na cadeia produtiva.

Para receber o incentivo, porém, não bastará abater o animal mais cedo. Será necessário comprovar a origem e o histórico do rebanho, além da certificação e da classificação da carcaça.

Essa classificação levará em consideração características como idade do animal, quantidade e distribuição de gordura, conformação da carcaça e qualidade da carne. A avaliação deverá ser realizada por profissionais habilitados.

Os animais também precisarão ter identificação que permita o rastreamento, ser provenientes de propriedades cadastradas e cumprir exigências sanitárias e ambientais, além das boas práticas exigidas para a produção agropecuária.

Os frigoríficos credenciados também entram no programa. Pelo projeto, eles poderão utilizar créditos de tributos federais proporcionais ao valor do bônus repassado aos produtores.

Autor da proposta, o deputado José Medeiros (PL-MT) argumenta que o incentivo pode estimular uma pecuária mais eficiente e reduzir o tempo de permanência dos animais no campo. Segundo ele, o abate precoce pode diminuir emissões de metano e melhorar o retorno financeiro ao produtor.

Ainda precisa passar pelo Congresso

O benefício ainda não está valendo. O projeto precisa avançar pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

A análise ocorre em caráter conclusivo. Para virar lei, a proposta ainda terá de concluir a tramitação na Câmara e ser aprovada pelo Senado.

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